História da Química

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As primeiras civilizações que fizeram história, já usavam a química mesmo sem saber. Os homens da pré-história, usavam os pigmentos naturais para ornar as suas cavernas. Os pigmentos são compostos naturais ou sintéticos, que nós utilizamos largamente nos tempos atuais. Os temos em qualquer parede pintada, nos jeans, camisetas coloridas, nos refrigerantes, nos sucos, em alguns alimentos como a cenoura, beterraba, etc.

O período pré-histórico é dividido em Idades: a IDADE da PEDRA e a IDADE dos METAIS. A Idade da Pedra tem dois Períodos: o Paleolítico (Pedra Lascada) e o Neolítico (Pedra Polida). A Idade dos Metais abrange três períodos: o do Cobre, o do Bronze e o do Ferro. É na idade dos Metais que surgem as primeiras civilizações no Oriente. É nesse período que o homem tem contato com os metais. O homem aprende a trabalhar o Cobre e o Bronze. Também é nesta idade que o homem descobre a roda. No período do ferro, houve uma revolução cultural muito grande na humanidade. Este metal muda a vida de muitas comunidades e aparece o espírito belicoso do homem, pois teve início as primeiras expedições de guerra da história da humanidade. Quem tinha a tecnologia da forja deste metal para produzir armas, tinha a vitória assegurada. Isto deve ter acontecido na Ásia Menor por primeiro. O homem já possuía a habilidade de produção de armas de guerra, punhais, espadas, serras, couraças, vasos, caldeiras, brincos, colares, anéis, cerâmicas, alfinetes, enxós, domesticação de animais, pecuária, e as idéias religiosas, crenças e superstições, desde do Neolítico.

Os metais citados acima ainda hoje são muito usados. O cobre tem aplicações variadas, uma delas é a fabricação de condutores elétricos, placas de circuito impresso, ornamentos. O bronze é uma liga metálica monofásica de Cobre e Estanho. O ferro é o que tem muitas utilidades. Uma das principais é na fabricação do aço, que é uma liga metálica entre o Ferro e o Carbono (existem vários tipos de aços e há um padrão AISI “American Iron and Steel Institute”. No caso do Brasil consulte a NB-82 da ABNT), usado em construção civil, placas, carcaças de automóveis, utensílios domésticos, aviação, etc.

Você já deve ter ouvido falar nos Egípcios, Babilônicos, Assírios, Caldeus e Persas. Há ainda os Hebreus, hititas, egeus e sumerianos. Pois bem todos estes povos tem sua origem provável no Oriente Próximo (região que vai desde o limite ocidental da Índia até o Mediterrâneo, indo até o fim do Nilo). Este é o berço da civilização. O fim do neolítico se deu em muitas partes do mundo, convencionando-se dizer que foi por volta do ano 4.000a.C. É de se supor que tenha findado por primeiro no vale do rio Nilo, depois no Eufrates, marcando o início da história do homem.

A primeira grande civilização, impossível de esquecimento, é a Egípcia. Temo em descrevê-la, pois é tão grande a sua contribuição para o mundo ontem e hoje, que cairia em falácias, sendo da competência dos historiadores discorrer em detalhes. Mas no que tange a química foi de pouca valia, apenas que foram eles que designaram-lhe este nome. No campo da medicina tiveram grandes avanços: distinguiam as doenças do coração, infecções abdominais, perturbações menstruais, amigdalites, doenças dos olhos, tumores do fígado e baço, dificuldades gástricas, hemorróidas, entre outras. Sabe-se que usavam medicamentos muito avançados para a época com o objetivo de mumificar os seus líderes. Usavam substâncias betuminosas, mas a técnica de embalsamamento ainda hoje é obscura. Se havia um segredo, desapareceu com eles. Os homens que faziam esta prática eram venerados e tidos como especiais, consistindo na retirada do cérebro por meio de ganchos introduzidos através das fossas nasais e a cavidade craniana lavada com medicamentos. As vísceras eram jogadas no Nilo. Com uma técnica invejável enrolavam o corpo do morto em faixas de linho repletas de substâncias betuminosas, de modo a obter-se um excelente grau de conservação. Isto feito, o corpo era envolvido num sudário, colocado num cofre de madeira, pintado ricamente, e guardado para todo o sempre.

Se quiser culpar alguém por você ter que somar, subtrair, dividir, ter que aprender geometria, aritmética, aprender o sistema decimal, bem como a astronomia, acuse os Egípcios, pois vieram deles estes conhecimentos, e tinham aplicações práticas porque precisavam medir o tempo das inundações do Nilo e resolver o problema da irrigação. Fora tudo isto, ainda nos deixaram a escrita, que os Fenícios trataram de vulgarizar e que foi espalhado pelos árabes, bem como o sistema de numeração por meio de números que os árabes aprenderam com os Hindus. Os fenícios nos deixaram as técnicas de produção do vidro de garrafas, taças, frascos; bordados com a púrpura (que era um segredo) que vem de um marisco chamado murex.

Vamos dar alguns saltos no tempo para irmos a uma civilização considerada a mãe da civilização ocidental a Grécia. Nasceram dos pelasgos, para oferecerem a humanidade uma riqueza de valores filosóficos fulgentes até os dias de hoje, na figura dos seus pensadores como Sócrates, Platão, Aristóteles, Aristarco, Pitágoras, Epicuro, Zeno, Diógenes, Tales, entre outros. As ciências e as artes nesta época estão muito misturadas, perdurando isto até os tempos de Francis Bacon. O fato interessante deste período é dado pelo filósofo Demócrito(420a.C.) que propôs como formador de toda a matéria do universo uma partícula chamada de átomo. Essas idéias foram esquecidas, prevalecendo uma outra que dizia que o universo era formado por uma união dos elementos quente, frio, seco e úmido representados por fogo, água, ar e terra, chamados de os quatro elementos de Empédocles. Este pensamento persistiu por 1.800 anos graças ao prestígio de Aristóteles. Um dos filósofos que merecem citação é o pai da medicina Hipócrates, que nos deixou 87 escritos e retirou do misticismo a medicina e a dirigiu para o seu fim mais nobre que é a cura do paciente. Ainda hoje os formandos desta área juram pelos seus escritos. É da Grécia que nos foi dada a Universidade de Alexandria (320a.C.), cuja importância é indescritível. Dizem alguns historiadores que se não fosse destruída e muito do seu acervo perdido, a humanidade hoje estaria povoando outros planetas. (????)

Depois dos Gregos o povo que assumiu o “comando” do mundo conhecido foi o Romano. Um povo bélico, audacioso, que, segundo a lenda, nasceu de Rômulo e Remo. Rômulo mais tarde mata Rêmo, assumindo o poder total, período no qual, após jogos públicos, os romanos raptam as mulheres dos sabinos, desencadeando uma guerra. Após muito trabalho, faz-se a paz e o povo de Rômulo e os Sabinos se unem para fazer um só povo – o povo romano, fato acontecido no século Ia.C. em 21 de abril de 753a.C., segundo Varrão. E a partir de então este povo tratou de alargar as suas fronteiras e só findou no ano de 1453 d.C. após a cisão feita por Teodósio. Fatos importantes aconteceram neste período: foi na época do Imperador Augusto que Jesus Cristo nasceu, seus legados maiores estão no direito romano e na língua (latin) que foi matriz da língua européia. No campo da química e física nada fizeram de importante, sendo mais cuidadosos nos campos da medicina, geografia, botânica, filosofia e literatura, absorvendo muito do mundo helênico, segundo o que se nota.

Assim foi o esplêndido Império Romano. Este se fez muito grande. Difícil de governar como um todo. Suas fronteiras estavam cada vez mais tolhidas e decadentes. Em 391d.C.Teodósio faz da Religião Cristã oficial em Roma, mas em 395d.C. morre deixando o Império Ocidental com seu filho Honório de 11anos e o Império Oriental com Arcádio de 18 anos. O fim do Império Ocidental acontece em meados 476d.C. O Império Romano tem muitos inimigos, os chamados bárbaros, que minaram lentamente, sendo admitidos no exército romano primeiro como auxiliares, depois como legionários, para mais tarde escancarar as portas para os seus irmãos de raça que por fim penetraram violentamente no Império e destroçaram tudo na sua passagem. Assim começa o período das deslocações em massa, das avançadas tumultuosas dos bárbaros, conhecidas como grandes invasões. Neste ponto se inicia a Idade Média.

A Idade Média é o período que vai de 476 (fim do Império Romano do Ocidente, governado por Honório) até 1453 (tomada de Constantinopla, cidade de Constantino, pelos Turcos). O seu início é marcado pela violência das invasões bárbaras e, na sua continuidade, pelo retrocesso intelectual proporcionado pelo modo de vida da época. Neste ínterim os povos que invadiram o Império Romano confrontavam suas crenças religiosas com o Cristianismo, e eram convertidos. Haja visto que quando os visigodos entraram no Império do Oriente, já eram cristãos, mas haviam os francos, os anglos e os saxões que eram pagãos. Mais tarde acabaram abraçando o catolicismo também. A religião mudou muito os hábitos destes povos que foram impregnados de fé, nobres propósitos e belas virtudes. Havia uma curiosa organização política-econômica-cultural nestes idos. O nome é feudalismo, onde quem tinha o poder era o clero e a nobreza. Segundo a maioria dos historiadores esta organização política embrionou na Germânia, onde, após as invasões, os reis doavam terras aos seus mais ilustres guerreiros. Desenvolveu-se mais profundamente na França e na Alemanha, cujos soberanos chegaram ser muitas vezes mais pobres e menos poderosos que os senhores. Os territórios eram chamados de feudos, daí o nome de feudalismo a este sistema político-econômico. O povo era mantido em “rédea curta” e constantemente dominado à força pelos nobres, e pelo clero através da ação religiosa. O comércio e a indústria tiveram grande decadência, visto que as guerras contínuas constituíam um obstáculo ao trabalho das populações laboriosas, ao passo que os suseranos, sempre envolvidos em lutas, não tinham tempo para cuidar dos assuntos de ordem econômica. A monotonia da vida, em época de paz, só era quebrada pelos trovadores que iam de castelo em castelo recitando infinitas canções de gesta e os romances de cavalaria. No campo da química é impossível de não comentar a figura dos magos, dos feiticeiros, dos senhores das coisas ocultas. Estamos falando sobre os ALQUIMISTAS.

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