Dióxido de Carbono

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Dióxido de carbono

O dióxido de carbono (CO2), ou anidrido carbônico, ou gás carbônico é um composto químico constituído por dois átomos de oxigênio e um átomo de carbono. O dióxido de carbono apresenta uma geometria linear e de não-polar. Por isso, as atrações intermoleculares são muito fracas, tornando-o nas condições ambientais um gás. Dai ele ser conhecido como gás carbônico.

Naturalmente, o dióxido de carbono é um gás exalado por muitos organismos vivos durante o seu metabolismo. Num músculo ou no cérebro a energia liberada quando o dióxido de carbono é formado pode ser usada para levantar um peso ou para produzir uma idéia. Ele é produto da transformação parcial de carboidratos durante sua fermentação para a obtenção de álcool.

O dióxido de carbono, juntamente com outros gases da atmosfera, aprisiona parcialmente parte da radiação do sol que é emitida pela Terra na forma de radiação infravermelha. Graças a esse fenômeno é que a temperatura média observada na Terra é positiva, do contrário seria ~-10 oC. Esse fenômeno é denominado efeito estufa. Aqui deve-se destacar que grande parte do efeito estufa natural se deve à presença do vapor d’água, partículas de água, dióxido de carbono, metano, óxido nitroso, dióxido de enxofre, amônia, monóxido de carbono, ozônio, entre outros.

Com o aumento da quantidade de dióxido de carbono liberado para a atmosfera, esse gás se tornou o grande vilão do efeito estufa. Em termos quantitativos, anualmente cerca de 2.650 bilhões de toneladas de dióxido de carbono são lançadas na atmosfera. Como o tempo médio de residência do CO2 na atmosfera é de cerca de cem anos, a estabilização ou mesmo a diminuição do teor atmosférico desse gás requer diminuição significativa em sua emissão. Se continuar aumentando a quantidade de dióxido de carbono na atmosfera, acredita-se que ocorrerão uma série problemas na Terra. Destacam-se:

  • Elevação do nível dos mares;
  • Alterações climáticas em todo o planeta;
  • Aumento da biomassa terrestre e oceânica;
  • Modificações profundas na vegetação;
  • Aumento na incidência de doenças e proliferação de insetos nocivos ou vetores de doenças.

Referências

  • Atkins, P. W. Moléculas. São Paulo: Editora da USP, 2002.
  • Tolentino, M., Rocha-Filho, R. C. A química no efeito estufa. Química Nova na Escola, 1998, No 8, 10-14.
  • Baird, C. Química Ambiental. 2a edição, Porto Alegre: Bookman, 2002.
  • Rocha, J. C., Rosa, A. H., Cardoso, A. A. Introdução à química Ambiental. Porto Alegre: Bookman, 2004.
  • Manahan, S. E. Environmental chemistry, 7a edição. Boca Raton: Lewis Publishes, 1999.