A pilha comum – Leclanché

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A pilha seca foi desenvolvida em 1866, pelo químico francês George Leclanché (1839-1882). Por incrível que pareça essa pilha é usada até os dias atuais. A pilha comum como é conhecida hoje em dia, ainda é a

 

Bateria de Leclanché~1,5 V

mais usada em lanternas, rádios, equipamentos portáteis e aparelhos elétricos como gravadores, flashes,  brinquedos, etc.  Na verdade, essa pilha

George Leclanché (1839-1882)

 

não é seca, dentro dela há uma pasta aquosa, úmida. Todavia, como a pilha de Daniel era aquosa,  a desenvolvida por Leclanché recebeu esse nome por diferente das outras existentes na época. O líquido do elemento de pilha de Leclanché é uma solução aquosa de cloreto de amônio. O elétrodo positivo é constituído por uma placa de carvão colocada dentro de um vaso poroso de porcelana cercada de uma massa negra formada por uma mistura de pó de carvão e dióxido de magnésio; o eléctrodo negativo é uma vara de zinco. O des

polarizante deste elemento de pilha é o dióxido de

Foto histórica da bateria de Leclanché

manganês. Fechado o circuito, o zinco é atacado pelo cloreto de amônio, formando-se cloreto de zinco e amônia. Em virtude desta reação o zinco electriza-se negativamente e o líquido positivamente. O cloreto de zinco e a amônia que se formam dissolvem-se no líquido. Abaixo temos as reações anódicas

 

 

e catódicas:

Ânodo Cátodo
Zn(s) → Zn2+ (aq) + 2e- 2 MnO2(aq) + 2 NH4 + (aq)  + 2e-  → 1 Mn2O3  (s) + 2NH3(g) + 1 H2O(l)

Assim, temos como reação global de funcionamento da pilha seca ácida:

Zn(s) + 2 MnO2(aq) + 2 NH4+ (aq) → Zn2+(aq) + Mn2O3(s) + 2NH3(g)

Seu funcionamento cessa definitivamente quando todo o dióxido de manganês é convertido em trióxido de manganês. Essa reação é irreversível, por isso essas pilhas são não recarregáveis.