Paracelso, um dos primeiros críticos da alquimia

Paracelso, foi, talvez, o primeiro crítico da alquimia tradicional, tanto em seus aspectos filosóficos como em seus fins práticos. Ele nasceu em Eisiedeln, próximo a Zurich (Suíça) no dia 17 de dezembro de 1493 e lhe derem o nome de Teofrasto Hohenheim, mas ficou conhecido por Paracelso, que resulta ser a tradução do seu sobrenome, que significa mais ou menos “lugar elevado” (Para=em direção; cels=elevado). Quando tinha 3 anos foi mutilado transformando-se um eunuco por ação de um porco. Este fato, unido a sua baixa estatura, lhe fizerem ter complexos de inferioridade que marcaram sua vida, o que não lhe impediu passar a história como uma figura destacada de sua época. Estudou medicina, alquimia, cabalística, astrologia e metalurgia. O seu caráter inquieto lhe fez viajar por quase todo o mundo então conhecido. Alcançou uma grande reputação como médico. Dava aulas em alemão e não em latim, a língua científica, o que lhe valeu inimizades que ganharam corpo devido ao seu caráter provocador e rompedor das normas estabelecidas. Grande escritor, deixou suas obras espalhadas por diversos pontos da Europa . Incorporou a terapêutico novos remédios químicos, tais como sais de mercúrio, oxicloreto de antimônio, sulfato de cobre, arseniato potássico e o sulfato de potássio como purgante. Se lhe atribui muitos outros feitos como por exemplo a descoberta do zinco. Morreu em setembro de 1541 em conseqüência de feridas sofridas em uma taberna, quando havia caído na depravação e estava em estado de alcoolismo.