Como a cachaça virou símbolo da inconfidência Mineira

A cachaça, patrimônio cultural do povo brasileiro, ocupa uma posição de destaque na história do Brasil que é pouco conhecida e valorizada. Muito embora a cachaça seja uma bebida genuinamente brasileira, não existiria

se não houvesse a cana-de-açúcar, uma planta originária da Ásia e da Oceania. A literatura mostra em 1762 e 1817 eram obtidos dois tipos de bebida destilada: uma do caldo da cana fermentada, chamada de aguardente de cana e outra obtida a partir dos restos das caldeiras dos engenhos, chamada de aguardente de mel ou cachaça. Em razão ser uma bebida de baixo custo, a cachaça era bastante consumida por mulheres, brancos, negros e índios. Por causa do elevado consumo causou uma redução na produção de açúcar, obrigando a Coroa proibir sua produção. Razão pela qual gerou o contrabando de cachaça por toda a colônia e, mais uma vez, fez com que o Rei D. Afonso VI as taxasse a bebida. É interessante afirmar que o conflito entre a coroa e a bebida, levou a cachaça a se tornar um símbolo dos ideais dos inconfidentes e outros movimentos revolucionários aqui no Brasil.