Urânio no ar do Alasca?

Um estudo realizado nas ilhas Aleutianas detectou uma única partícula de urânio enriquecido flutuando há 7 km acima da ilha do oeste do Alasca. Apesar de inofensiva, o pequeno pedação de poeira de apenas 580 nanômetro de largura continha urânio de uma fonte não natural. O que torna esta partícula incomum é que ela era rica em um isótopo chamado urânio-235 ou U-235, que representava cerca de 2,6% a 3,6% de sua massa. O urânio de ocorrência natural normalmente contém apenas 0,7% de U-235, com o restante atribuído ao urânio-238 muito mais comum. A amostra das Ilhas Aleutianas, com sua porcentagem relativamente alta de conteúdo de urânio-235, já é refinada o suficiente para servir em um reator nuclear. A amostra de ar que o avião coletou não era incomum, com a única característica notável de uma poluição por óleo queimado com óleo diluído. Com base nas correntes de ar prevalecentes, é provável que a partícula veio para o Alasca de algum lugar dentro de uma ampla faixa da Ásia, incluindo China, Japão e a Península da Coreia.

Fonte: LiveScience