O papel vem também grama

Poucas indústrias são tão antigas quanto a fabricação de papel. Os primórdios datam do século V aC em várias civilizações antigas. O mais conhecido é provavelmente o papiro dos egípcios antigos, um tecido semelhante a um papel tecido de gramas altas de Nilo. Ao longo da história a madeira acabou substituindo grama e hoje tornou-se um problema ambiental. Nomeadamente, a madeira é dispendiosa, pois imagine o custo energético para tornar um material relativamente duro em papel higiênico macio. O maior problema para produzir papel a partir de madeira é a remoção de lignina, uma espécie de cola nas fibras de celulose.  Até a produção de papel são gastas alta quantidade de reagentes químicos e altas quantidades de energia mecânica e elétrica.  Por causa desses fatores, é que a grama tem ganhado mercado na produção de papel. A  polpa feita de grama tem uma série de vantagens: primeiro, é produzido puramente mecanicamente. Não há necessidade de produtos químicos, o consumo de água é de apenas 2 litros por tonelada de polpa – em contraste com cerca de 6.000 litros na produção tradicional de madeira. Além disso, o consumo de energia é cerca de 97 por cento menor. Em geral, as emissões de CO 2 podem ser reduzidas em cerca de 75%. E: a grama cresce praticamente em cada porta da porta.

Fonte: Enorm