Os neonicotinóides e a extinção das abelhas

As abelhas para o meu urbano são conhecidas como aqueles insetos donos de uma picada que doe muito. Existem pessoas que a única importância que dão as abelhas é o mel da prateleiras de um supermercado ou mesmo nas feiras. Todavia não é só isso que as abelhas fazem, a principal função das abelhas é a polinização, que é o ato da transferência de células reprodutivas masculinas através dos grãos de pólen (espermatozoides das plantas) para o receptor feminino (estigma) de outra flor da mesma espécie.  No primeiro momento em que os pesticidas foram introduzidos na agricultura houve uma euforia muito grande pelo aumento da produtividade. Com o passar dos anos descobriu-se que pesticidas podem estar colocando as abelhas em extinção. Por caus desse risco, já foram e ainda são feitos muitos estudos e revisões sobre os efeitos dos pesticidas sobre as abelhas. Uma revisão dos pesticidas neonicotinóides pela autoridade europeia para a segurança dos alimentos  concluiu que eles representam um risco para abelhas domesticadas e selvagens. Os neonicotinóides  clotianidina, imidacloprida e tiametoxam  já tiveram seu uso restrito em culturas florestais em 2013, pois a eles é atribuído a redução da quantidade de  abelhas onde são aplicados. O processo de contaminação ocorre naquelas abelhas que se alimenta da cultura tratada com esses pesticidas. Outro fato que preocupa é que esses neonicotinóides persistem e acumulam no solo. Assim, os resíduos acabam no pólen e néctar de plantas que crescem na região onde esses pesticidas foram aplicados. Infelizmente, os neonicotinóides ainda são amplamente utilizados como um curativo de sementes em culturas como trigo, soja, beterraba e batata.

Fonte: Chemistry world

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