Chocolate, um superalimento

Os povos antigos das Américas sabiam que as propriedades  do chocolate eram benéficas para o corpo. Os astecas chamavam o chocolate de estimulante e energizante, tônico bebida xocolatl além de usar como anti-inflamatório e no tratamento da dor. A bebida era feita de frutas que se assemelham a nozes, mas com uma marrom e menor, chamada de Cacau pelos olmecas, cacahuaa  pelos astecas e Chucua ou kakaw pelos maias, atualmente  simplesmente de cacau.  O que faltava aos povos americanos antigos era conhecimento científico para entende que os benefícios é devida à presença de  polifenóis, alcaloides (como teobromina, feniletilamina, anandamina), ácidos gordos saturados e insaturados e flavonoides. Essas substâncias desempenha  papel importante no funcionamento do organismo.

Entre propriedades do chocolate está a melhoria do sistema cardiovascular nas células arteriais, prevenindo a disfunção endotelial que leva a diferentes doenças desde a hipertensão até a arteriosclerose, também em nível celular, influencia a estrutura das membranas das células e o seu sistema receptor, e muitas outras propriedades nutracêuticas. Um dos segredos do chocolate é a teobromina, um alcaloide do grupo das metil-xantinas, que também inclui a famosa cafeína e teofilina. Esse alcaloide é de até 4%

               Teobromina

nos grãos de cacau em bruto, após fermentação, secagem e extração a concentração da teobromina reduz para 1,5%, dependendo do tipo de chocolate. No chocolate escuro o teor de teobromina é superior aos demais tipos de chocolate. Os efeitos da teobromina no organismo são similares àqueles produzidos pela cafeína como um estimulante natural do sistema nervoso, mas com menor intensidade e isso gera prazer. Além disso, o corpo humano não leva muito tempo para absorver teobromina sendo que seus efeitos estimulantes são alcançados mais rápido que a cafeína ou teofilina. Quando consumido com água apresenta efeitos diuréticos. Agora quando consumido em excesso a teobromina pode alterar o sistema nervoso e cardiovascular e causar taquicardia, ansiedade, tremor, nervosismo, etc. Outro alcaloide presente no chocolate  é feniletilamina (C 8H11N),  uma amina simples e neurotransmissora

Feniletilamina

com efeitos estimulantes e antidepressivos. Ela é similar aos alcaloides efedrina e anfetamina.

No chocolate está presente ácidos graxos insaturados, como o muito importante ácido oleico (C18H34O2). Esse ácido é fundamental para manter a saúde cardiovascular do organismo, diminuindo o LDL do colesterol ruim e aumentando o bom colesterol HDL, diminuindo as últimas as plaquetas prevenindo assim a trombose.

Não pode de ser citados no chocolate a presença de antioxidantes flavonoides epicatequina e catequina. Duas substâncias que melhoram o fluxo de sangue ao longo do corpo. Elas atuam na lipoproteína de baixa densidade inibindo a oxidação desse colesterol ruim e assim protege todo o sistema cardiovascular. Além de antioxidantes, atuam como antimicrobianos e anti-inflamatórios, além de aumentar a presença de moléculas de prostaciclina e, com isso, impedir a coagulação do sangue prevenindo a trombose. Deve ser mencionado que as catequinas possuem propriedades anticancerígenas, enquanto epicatequina impede que as moléculas de LDL oxide dentro do plasma, evitando que doenças cardiovasculares, como aterosclerose, hipertensão arterial. Outra propriedade da catequinas é ajudar a prevenir degeneração cognitivas que podem causar doença de Alzheimer e demência, diabetes, cancro.

Anandamida

Não pode ser esquecida a anandamida molécula que afeta o sistema nervoso central, aliviando a dor, a fome, melhora a memória facilitando a criação de novas conexões neuronais. Essa molécula tem um efeito sedativo e tranquilizador que melhora o sono. Por possuir as N-acetiletanolaminas, substâncias que impedem a degradação da anandamida, a sensação de felicidade ao comer o chocolate é mais prolongada.

 

Fonte: Iquimicos