A gaiola de Faraday e sua herança

No mundo moderno somos incapazes de viver sem a eletricidade e um dos responsáveis por isso é Michael  Faraday um cientista auditada inglês. O trabalho pioneiro de Faraday sobre eletricidade o tornou um verdadeiro superstar do século 19. De Faraday: – aqui no auditório não há muito espaço para construir uma caixa do tamanho de uma garagem, pois os assentos que circunda a grande mesa central deixa pouco espaço para muito mais.  Mesmo assim, em janeiro de 1836, Faraday não teve escolha. Ele deixou seu laboratório apertado no porão do prédio em Mayfair, em Londres, e começou a trabalhar no auditório. Ele colocou uma moldura de madeira, de 3,5 m2, em quatro suportes de vidro e acrescentou paredes de papel e tela de arame. Ele entrou e eletrizou-o. Faraday praticamente morou na caixa por dois dias inteiros. Naquela época, com eletrômetros, velas e uma grande bola de latão sobre um fio de seda branco, ele explorou a natureza da carga. O que ele descobriu transformou a forma como os cientistas viam a eletricidade. Mas a gaiola em si era simplesmente um meio para um fim, uma maneira de isolar experimentos do mundo exterior. Ele mal gritou aplicativos. Agora o que havia para proteger contra a carga elétrica em 1836? Hoje a descoberta de Faraday mantêm microondas em fornos de microondas e interferem nas ondas de rádio das salas de ressonância magnética do hospital.  Empresas oferecem bolsas, cortinas e papel de parede afirmando que seus produtos impedem a radiação do celular  e Wi-Fi, protegendo de bisbilhoteiros eletrônicos. Na França, por exemplo, empresários estão vendendo cuecas à prova de ondas de rádio. Na Holanda contêiner são vendidos para manter a Smartphone sem acesso a internet e assim as reuniões serem mais produtiva. Vamos finalizar aqui pois a gaiola de Faraday está presente em uma infinidade de coisas no nosso mundo moderno.

Fonte:  The Guardian