O aroma da chuva

Nada melhor que depois de um período longo sem chuva, o solo está seco, as arvores parecem estarem triste e daqui a pouco vem aquele cheiro. A primeira coisa que nos vem a mente é que a chuva está chegando. Para algumas pessoas esse cheiro é de alivio pois virá uma sensação de frescura. Para o agricultor é sinal de safra boa, para outros é um cheiro ameaçador de uma tempestade que se aproxima. Para sentimos o aroma da chuva devemos ter em mente que diferentes compostos estão envolvidos em vários graus. As três principais origens desses compostos são as bactérias no solo, os óleos liberados pelas plantas durante os períodos de tempo seco e a descarga elétrica na vizinhança das tempestades. No caso das bactérias do solo, conhecidas também como actinomicetos ou actinobactérias, que produzem  a geosmina um composto responsável pelo cheiro do solo. Devemos lembrar a palavra geosmina vem do grego e significa perfume da terra. No solo as actinobacteria espalham no ar seu cheiro. E não precisa muito, basta uma concentração de 5 partes por trilhão para o homem detectar o seu cheiro. É interessante que a geosmina também está presente na beterraba e é

              Geosmina

responsável pelo sabor da terra. Além disso, a presença de geosmina na água pode causar um sabor desagradável e lamacento. Outro responsável pelo aroma da chuva são os óleos produzidos pelas plantas, especialmente quando há um período relativamente longo de tempo seco. Estudos sugerem que as plantas produzem uma mistura específica de óleos durante o tempo seco, projetada para inibir o crescimento e minimizar a competição pela água. Esses óleos se acumulam no solo e nas rochas; a chuva então faz com que uma variedade de compostos menores e voláteis dentro deles seja liberada no ar. Sua combinação com a geosmina no ar causa “petrichor” o nome dado pelos cientistas em 1964 ao cheiro após a chuva. O cheiro antes da chuva, no entanto, tem uma causa diferente. Particularmente, o cheiro antes de uma tempestade é uma conseqüência da carga elétrica presente na atmosfera. Isto faz com que a separação de algumas moléculas de oxigênio na atmosfera em átomos de oxigênio individuais, que podem, em seguida, combinam com outras moléculas de oxigênio na atmosfera para formar ozônio. O ozônio tem um odor agudo, comparado com o de cloro ou de fios queimados. É instável na atmosfera mais baixa e geralmente só é encontrado mais acima – no entanto, as correntes descendentes de vento produzidas por uma tempestade podem varrê-la da atmosfera mais alta, possibilitando que a detectemos e dando a calma antes de uma tempestade aquele cheiro de “pré-chuva”.

Fonte: Compound Interest

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