Cucurbitacinas: uma história na nutrição, toxicidade e medicina

As cucurbitacinas são terpenos tetracíclicos com estruturas esteroides que são isoladas de plantas da família Cucurbitaceae, como abóboras, cabaças e pepinos. Essas substâncias possuem grande interesse por causa de sua toxicidade e amplo espectro de atividades biológicas. Dentre suas propriedades destacam-se as atividades citotóxica,

Cucurbitacina B

antitumoral, antiinflamatória, antifertilizante, fago-repelente, hepato protetora e curativa e antimicrobiana. Vinte cucurbitacinas foram isoladas de 965 espécies conhecidas (em 95 gêneros) de Cucurbitaceae. Na década de 1950, os grupos de pesquisa do PR Enslin (Conselho Sul-Africano de Pesquisa Científica e Industrial, Pretória) e David Lavie (Instituto Weizmann de Ciência, Rehovot, Israel)  isolaram 17 cucurbitacinas e estudado suas propriedades. O grupo de Lavie mostrou também que a cucurbitacina E (também chamada α-elaterina) tem propriedades antitumorais. As pesquisas mostraram que duas cucurbitacinas B e E são as mais comuns. Plantas com Cucurbitacinas C, D, E e I devem ser evitadas, pois seu consumo pode levar a doenças ou até a morte. Acredita-se a ocorrência dessas cucurbitacinas seja mais nas raízes e nos frutos dessas plantas.  As cucurbitacinas também são conhecidas por ser responsável pelo os sabores  amargos das cucurbitáceas.

Fonte: Química NovaPharmacognosy Review e  American Chemical Society

 

Os usos medicinais incluíram eméticos, narcóticos e antimaláricos.