Terras raras o que são?

As Terras raras, consideradas o novo ouro negro, são substâncias químicas usadas na indústria para a produção de diversos itens. Embora sejam abundantes, as terras raras, ou metais de terras raras, recebem esse nome por serem de difícil extração, devido, em parte, às suas semelhanças químicas. Macios, maleáveis, dúcteis e de coloração que varia de cinza escuro a prateado, o grupo das terras raras é composto por 17 elementos químicos, sendo 15 lantanídeos, mais o escândio (Sc) e o ítrio (Y). Os 15 elementos são: lantânio (La), cério (Ce), praseodímio (Pr), neodímio (Nd), promécio (Pm), samário (Sm), európio (Eu), gadolínio (Gd), térbio (Tb), disprósio (Dy), hólmio (Ho), érbio (Er), túlio (Tm), itérbio (Yb) e lutécio (Lu). Suas propriedades químicas e físicas são utilizadas em uma grande variedade de aplicações tecnológicas e estão incorporadas em supercondutores, magnetos, catalisadores, entre outros. Essas substâncias também foram muito usadas em tubos de raios catódicos para televisores e computadores. Até o momento com com cerca de 97% a china tem o monopólio da produção de terras raras. Todavia  um novo estudo descobriu um campo submarino com quantidade significativa de terras raras na costa do Japão, o que pode ajudar a reduzir ainda um pouco o monopólio chinês. O Brasil é um dos países com maior reserva de Terras Raras. Na década de 1960 as minas foram estatizadas e começaram a não ser tão exploradas, embora à época o Brasil tivesse tecnologia tanto para promover a extração quanto o processamento. Elementos como a Monazita pode ser facilmente encontrada, por exemplo, em praias capixabas ou baianas. Certas empresas, atualmente, estudam voltar à extração desses minérios no país, mas sem um prazo estabelecido, até o momento.

Fonte: eCycle, France culture e Técnicas e Mineração