A flor artificial que movimenta e o futuro da medicina

Projetado e construído por um estudante de pós-graduação, Qiaoxi Li, da Universidade da Carolina do Norte em Chapel Hill, a flor artificial tem alguns centímetros de largura e leva duas horas para ser totalmente aberta.  A flor demonstra como as camadas do polímero podem ser programadas para mudar de forma em um momento escolhido.  A mesma tecnologia pode ser usada para fabricar implantes médicos que adotam a forma correta apenas depois de terem sido inseridos no corpo através de uma cirurgia minimamente invasiva. A flor foi produzida com um gel de polímero que tem a consistência da cartilagem humana. As formas que o material assume são governadas por dois tipos diferentes de ligação química: uma pequena porcentagem de ligações covalentes fortes e uma proporção muito maior de ligações de hidrogênio fracas. Quando uma folha do polímero é dobrada, a energia elástica é armazenada nas ligações fortes no material. Essa energia impulsiona a mudança de formato, assim como as ligações fortes em um elástico esticado fazem com que ele se solte quando liberado. A diferença com o novo material é que as ligações fracas no polímero gel atuam como uma força oposta às fortes ligações, e colocam os freios no processo de mudança de forma. Controlando o número, a força e a localização dos dois tipos de ligações, os cientistas podem criar estruturas complexas que se desdobram em uma sequência pré-programada. O a equipe de Sheiko descreve como projetou objetos para mudar de forma em minutos e horas em publicação na revista Nature Communications  Ao contrário de muitos outros materiais que mudam de forma, o polímero de hidrogel pode ser programado para formar uma forma particular em um tempo definido, sem a necessidade de um gatilho para ativá-lo, como calor ou luz. Segundo Sheiko: “A motivação geral por trás deste trabalho foi dotar materiais sintéticos com as funções e propriedades dos tecidos vivos”.

 

Fonte: The Guardian