O efeito do dióxido de titânio nos alimentos

O dióxido de titânio é aditivo adicionado a maioria dos doces industriais que ingerimos diariamente. Empresas americanas, como a DuPont, a Cristal Global, a Louisiana Pigment Co. LP e a Tronox Ltd. processam esse mineral em um pó branco, que possui um índice de refração de 2,5837, tornando-o ideal para uso como preenchedor ou pigmento que adiciona opacidade a coisas como protetor solar, xampu, goma de mascar, chocolate e donuts em pó. A produção de dióxido de titânio puro é conseguida através de um método chamado processo de cloreto, em que os minerais brutos são primeiro reduzidos com carbono e depois oxidados com cloro. O cloreto de titânio líquido (TiCl4) é então destilado e convertido novamente em dióxido de titânio, aquecendo-o a altas temperaturas em uma chama de oxigênio puro. As nanopartículas de dióxido de titânio (TiO2) são amplamente utilizadas como aditivo alimentar e são consumidas diariamente por milhões de consumidores, uma vez que os fabricantes incorporam esses produtos em seus produtos alimentícios. As nanopartículas de TiO2 são usadas como um aditivo, principalmente para evitar que a luz UV penetre na comida, aumentando efetivamente a vida de prateleira. Ele também é usado como um realçador de cor para fazer com que os alimentos pareçam brancos, aumentando a opacidade. O dióxido de titânio é comercializado pela DuPont como um químico inerte, o que significa que não deve reagir com outros produtos químicos. Todavia, alguns estudos científicos mostram efeitos negativos  para a saúde devido à ingestão de nanopartículas de TiO2 incluindo danos no fígado, rins, testículos, cérebro e coração de camundongos e ratos. Dada essa informação, continua sendo responsabilidade dos consumidores, como sempre, tomar uma decisão informada sobre os alimentos que ingerem e seguir regras de moderação na vida cotidiana.

Fonte: Science for the curious Discover

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