O Gás do efeito estufa metano

Apesar de CO2 receber da atenção, outros gases têm contribuição igual no efeito estufa. O líder entre eles é o metano, CH4. Cada molécula de metano tem aproximadamente 25 vezes o efeito estufa de uma molécula de CO2. Estudos de gás atmosférico aprisionados há muito tempo em folhas gelo da Groenlândia e Antártida mostram que a concentração de metano na atmosfera tem aumentado durante a era industrial, dos valores pré-industriais na faixa de 0,3-0,7 ppm até o valor atual de aproximadamente 1,8 ppm. O metano é formado em processos biológicos que ocorrem em ambientes com pouco oxigênio. Bactérias anaeróbicas que florescem nos pântanos e aterros sanitários, próximas das raízes do arroz e no sistema digestivo dos animais ruminantes também produzem metano. Ele também escapa para a atmosfera durante a extração e transporte do gás natural. Estima-se que a concentração de metano cresce cerca de 1% por ano devido à

Metano

atividade humana. O metano tem uma meia-vida na atmosfera de aproximadamente dez anos, durante esse tempo parte deste gás é oxidado na estratosfera, produzindo vapor de água. Na troposfera o metano é atacado por espécies reativas como os radicais de OH, ou oxidas de nitrogênio, eventualmente produzindo outros gases como O3. Tem sido estimado que os efeitos de CH4 na mudança no clima são no mínimo um terço, ou talvez até mesmo metade, tão grandes quanto os de CO2. Esses dados mostram que reduções da quantidade de metano teriam influência direta no efeito estufa.