Como a papoula desenvolveu seus poderes para aliviar a dor

Cientistas ao estudarem  o genoma da papoula do ópio ( Papaver somniferum ) identificaram um grupo de 15 genes próximos que ajudam a planta a sintetizar um grupo de compostos quimicamente relacionados que inclui analgésicos poderosos como a morfina, bem como outras moléculas com propriedades médicas potenciaisUm grupo de genes que ajudam as plantas de papoula a produzir algumas dessas moléculas, coletivamente conhecidas como alcaloides de benzilisoquinolinas, foram agrupadas por dezenas de milhões de anos. Todavia, a produção de morfina pela planta evoluiu somente mais recentemente. Cerca de 7,8 milhões de anos atrás, a planta copiou todo o seu genoma. Alguns dos genes excedentes resultantes desenvolveram novos papéis, ajudando as papoulas a produzir morfina. Não foi um processo de uma etapa, no entanto. Um evento de duplicação de genes ainda mais precoce fez com que dois genes se fundissem em um. Esse gene híbrido é responsável por uma mudança de forma chave nos precursores de alcaloides, direcionando essas moléculas pelo caminho químico em direção a compostos semelhantes à morfina, em vez de outros alcalóides benzilisoquinolínicos.