As regiões externas da tabela periódica

Um elemento pouco conhecido – e difícil de obter – à margem da tabela periódica está ampliando nossa compreensão fundamental da química. O berquélio, descoberto em 1949, reside no final da tabela periódica entre um grupo de elementos chamado série de actinídeos. Esses elementos são alguns dos elementos químicos mais pesados, mas menos compreendidos na Terra. Em uma série de experimentos cuidadosamente elaborados, tanto em seu laboratório especializado como no Laboratório Nacional de Alta Magnética, com sede na FSU, Albrecht-Schmitt sintetizou um composto de borato de berquélio e uma complexa molécula de berquélio na forma de cristais, e também completou uma série de medições do berquélio para melhor entender suas semelhanças estruturais e químicas para elementos circundantes, como californium (Cf) e Curium (Cm). Através deste processo, Albrecht-Schmitt constatou que o berquélio era muito parecido com seu vizinho periódico californium em sua estrutura, mas quimicamente tinha algumas diferenças significativas. Ele é eletronicamente diferente do que as pessoas esperavam. Os cristais que Albrecht-Schmitt e sua equipe começaram a se fragmentar pouco depois de sintetizados, ao contrário que se pensavaO berquélio tem sido usado principalmente para ajudar os cientistas a sintetizar novos elementos, como o elemento 117, tennessine, que foi adicionado à tabela periódica no início deste ano. Além desse trabalho, Albrecht-Schmitt e sua equipe mostrou que o elemento californium tem propriedades únicas e representava uma quebra na tabela periódica para um novo tipo de química que não havia sido observado antes.

Fonte:  Science Daily

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