Será que o ômega-3 traz benefício para diabéticos tipos 2?

Ômega-3 e ômega-6 têm em comum o fato de serem essenciais. Temos que obtê-los através de alimentos, pois nossos corpos são incapazes de produzi-los por conta própria em quantidade suficiente. Gorduras ômega-6 são necessárias para a saúde da pele e dos cabelos, na regulação do metabolismo e manutenção do sistema reprodutivo.  As gorduras ômega-3 são parte integral das membranas celulares e dos hormônios envolvidos no combate a inflamações e relaxamento das paredes arteriais.  Devido a essas funções, ômega-3 pode ajudar na prevenção de doenças cardíacas e amenizar inflamações associadas a eczemas e artrites reumáticas. Gorduras ômega-6 são mais fáceis de serem obtidas e a maioria das pessoas já as consome através de alimentos, sem pensar muito. Elas são encontradas principalmente em óleos vegetais como os de soja, milho e semente de girassol. A maioria dos alimentos processados e fast foods utilizam esses óleos por serem convenientes e baratos.  E como esses alimentos são um pilar da alimentação moderna, não surpreende que ômega-6 seja consumido em abundância e que sua suplementação não seja necessária. Já as gorduras ômega-3, que provêm de fontes alimentares limitadas como peixes de água fria, não são tão predominantes, o que pode explicar a importância de sua suplementação. Algumas gorduras ômega-6 tendem a estimular inflamações, enquanto gorduras ômega-3 as reduzem. (5) Alguns estudos aconselham a proporção 1:1 de ômega-6 para ômega-3 para que uma boa saúde seja mantida. Todavia, um estudo de longo prazo baseado em um grande número de diabéticos tipo 2: não menos que 15.480 pessoas, sem história de doença cardiovascular, que foram acompanhados por aproximadamente 7 anos entre 2005 e 2011 mostrou um resultado decepcionante. Os autores da Universidade de Oxford chegaram a conclusão que recomendar suplementos de ômega-3 para proteger diabéticos do tipo 2 não são suficientes para proteger doenças cardiovasculares. Segundo os autores esses resultados não  justifica que o ômega-3 não possa fazer parte da ingestão nutricional recomendada .

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Fonte: Sciences et Avenir