Datação por carbono detecta arte forjada

Cientistas de conservação criaram uma nova análise para reconhecer  pintura falsificada. O metodologia foi criada para avaliar a pintura Village Scene com Horse e Honn & Company Factory, assinada por Sarah Honn e datada de 1866. Para isso, os cientista usaram medições da proporção de carbono-14 para carbono-12 em um componente orgânico da pintura e conseguiram mostrar que a falsificação foi realizada no século 20.

Para isso, os cientistas usaram o fato de que os testes de bomba nuclear após a década de 1950 dobraram a concentração de carbono-14 na atmosfera. Esse fato tornou o carbono-14 um marcador muito específico que podemos ser usado para verificar se alguma falsificação foi feita nesse período de tempo. Inicialmente, os cientistas usaram técnicas não destrutivas padrão para encontrar uma amostra adequada que pudessem tirar de uma rachadura existente na pintura. A tinta branca que existente na pintura testada continha apenas pigmentos inorgânicos, que é ideal para o estudo sobre a falsidade da pintura. Então os cientistas retiraram uma pequena amostra para queimar e aí obter dióxido de carbono. O gás produzido foi injetado em espectrômetro com detector massas para medir a proporção de carbono-14 para carbono-12. Eles tiveram o cuidado de limpar as amostras e certificar-se de que estavam livres de quaisquer contaminantes, como verniz adicionado durante as reformas posteriores, o que poderia distorcer as leituras.

A análise mostrou que a tela poderia ter sido feita em qualquer momento entre o final do século 17 e  meados do século 20, o que inclui a data de 1866 data da pintura. No entanto, o aglutinante na tinta tinha uma alta proporção de carbono-14 que mostrava que vinha do óleo produzido nos anos 50, principalmente nas datas 1958-1961 ou 1983-1989. Pronto, os cientistas concluíram  que o falsificador usou uma tela antiga para tornar a falsificação mais legítima.

Fonte: Chemistry World