Existe uma ligação entre o alumínio e a doença de Alzheimer?

Ao olhar em volta de sua vida lá estará alguma coisa feita ou contendo o alumínio. Essa afirmação é facilmente explicada pelo fato de que o alumínio é o décimo terceiro elemento da tabela periódica. Além disso, o alumínio é um leve e durável com muitas aplicações comerciais. Sendo assim, você pode encontrá-lo em quase tudo, desde o rolo de papel alumínio até comprimidos antiácidos e produtos pessoais como desodorante.

Embora seja um dos metais amplamente distribuídos no ambiente, esse elemento não faz parte daqueles considerados nutrientes. Isso significa que, ao contrário do cálcio ou do sódio, nosso organismo não precisa de alumínio para sobreviver. De fato, em doses muito grandes, o alumínio pode se tornar tóxico, tornando-se uma preocupação, pois dentre os seus efeitos negativo ele pode prejudicar  o funcionamento do cérebro. Acredita-se que o alumínio desempenha papel importante no desenvolvimento da doença de Alzheimer e outras demências. 

Então, a exposição ou a ingestão de alumínio contribuem para suas chances de desenvolver a doença de Alzheimer? É uma questão delicada que os pesquisadores vêm investigando há décadas. Não há uma resposta clara sobre se a exposição ao alumínio causa diretamente a doença de Alzheimer, e não há explicação científica. O que está bem estabelecido é que, se você tem muito alumínio no cérebro, isso não é saudável.

O alumínio pode ser uma neurotoxina, e se ingerir ou entrar no cérebro, pode causar uma doença semelhante à demência.  Estudos mostram que o cérebro de pessoas que tem  alumínio, os pesquisadores observaram estruturas anormais que pareciam bastante semelhantes aos emaranhados neurofibrilares das proteínas tau, que são um sinal característico da doença de Alzheimer no cérebro.

Além disso, pacientes de Alzheimer também costumam desenvolver um outro tipo de proteína, chamada beta-amilóide, que se aglomera em estruturas chamadas placas que interferem na sinalização das células cerebrais. Essas são proteínas se ligam a metais como o alumínio. Se o alumínio entrar no cérebro e ficar preso em uma placa amilóide, é mais difícil para o mecanismo de limpeza do cérebro removê-lo, como normalmente removeria uma toxina. Mas só porque há mais dessas substâncias no cérebro não significa necessariamente que elas estão causando sintomas ou agravando a doença. Mas, como a toxicidade do alumínio está associada a uma condição semelhante à demência, é fácil entender por que ela está sob suspeita como uma possível causa da doença de Alzheimer.

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Fonte: Yahoo News