Um químico ficou mundialmente famoso e o outro esquecido pela história

Todas as vezes que você acredita em suas concepções lute por ela até o final. Ao que parece isso não aconteceu com  Julius Lothar Meyer (1830-1895), um químico alemão que descobriu a periodicidade dos elementos na segunda metade do século XIX. Todavia, que teve todo o crédito pela descoberta foi o químico russo Dmitri Ivanovich Mendeleev ( 1834-1907).

Vamos entender a história, na época, os químicos europeus estavam competindo para formular um método para a classificação dos elementos. Todavia, eles consideravam que valiam apenas investir mais energia em dominar o processo de síntese química de drogas e óleos. Essa buscar exacerbada pela síntese era por causa das vantagens econômicas da época. Fato que estimulou a concorrência feroz entre as nações Europeias.

Na época, já havia mais de 60 elementos conhecidos e no verão de 1868, Meyer reconheceu que poderia existir um padrão regular se os elementos fossem organizados sistematicamente. Mas em uma versão preliminar de sua “tabela periódica de elementos” nunca foi impressa e permaneceu inédita na posse de seu colega.

Mendeleev ficou interessado neste assunto enquanto estudava na Alemanha. Ao retornar para sua Rússia natal, dedicou-se a aperfeiçoar seu próprio método de classificação dos elementos. Em fevereiro de 1869, ele completou sua tabela periódica e a publicou imediatamente. Como Mendeleev era um pouco egocêntrico contencioso, reivindicou que a conquista era inteiramente sua. Na época da divulgação, ele declarou que não havia nada que ele aprendeu com a pesquisa de Meyer. E Meyer não apenas não tentou contestar a afirmação de Mendeleev, como reconheceu a conquista de seu concorrente.

O resultado dessa disputa todos nós sabemos, pois tabela de Mendeleev completa 150 anos além de tornar  seu nome imortalizado nos livros didáticos de ciência em todo o mundo. Meyer, por outro lado, nunca teve sua biografia publicada em nenhum lugar, exceto em sua Alemanha natal. De fato, poucas pessoas estão cientes de suas conquistas.

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Fonte: The Asahi Shimbun