Aspirina e a demência de mulheres com diabetes

Por muito tempo, o consumo diário de aspirina em uma dosagem baixa foi recomendada para proteger a população com mais de 50 anos de riscos de doenças cardiovasculares. A partir de 2019 uma diretriz emitida em conjunto pelo American College of Cardiology e American Heart Association, afirma que as  pessoas saudáveis não precisam usá-la diariamente após os 50 anos da idade. 

Quando se pensa que a aspirina é mesmo somente um analgésico, uma nova descoberta surge. Agora uma grupo de pesquisadores japonese publicaram um estudo em que afirmam que  a aspirina, além de atuar como um analgésico leve, pode ajudar a controlar o desenvolvimento de demência entre mulheres com diabetes. 

A pesquisa foi realizada principalmente pela Faculdade de Medicina Hyogo em Nishinomiya, Prefeitura de Hyogo, e pelo Centro Nacional Cerebral e Cardiovascular em Suita, Prefeitura de Osaka. E os pesquisadores descobriram que ingerir pequenas quantidades de aspirina continuamente tem um potencial de inibição da demência entre mulheres com diabetes.

Segundo os pesquisadores japonese embora a aspirina, também conhecida como ácido acetilsalicílico, seja tradicionalmente usada como uma droga para aliviar a febre e aliviar a dor, também interfere na capacidade de coagulação do sangue. Por esse motivo, a aspirina é usada para prevenir a recorrência de distúrbios cardíacos e vasculares associados a coágulos sanguíneos. A demência, por sua vez, desenvolve-se mais facilmente com a dificuldade do fluxo sanguíneo no cérebro.

Como o estudo foi realizado em pessoas diabéticas os pesquisadores japoneses recomendam mais estudos levando-se em conta a dosagem e peso das pessoas. Essa afirmação tem como base os resultados obtidos por eles cuja demência foram menores em mulheres com diabetes do tipo II.

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Fonte: Revista americana Diabetes Care