O césio 137 contamina insetos em Fukushima

fukushima usina nuclear

O terremoto que ocorreu em 2011 a cerca de 130 quilômetros da costa do Japão e a 32 km de profundidade no Oceano Pacífico. Chamado como o “Grande terremoto na costa do Japão”, teve uma magnitude de 9,1 MW na Escala Sismológica de Magnitude de Momento (MMS) e foi classificado como o quarto terremoto mais forte detectado na Terra nos últimos 500 anos. O terremoto provocou um tsunami com ondas de até 15 metros de altura, atingindo a costa do país japonês e se deslocando em direção à usina nuclear de Fukushima Daiichi.

As ondas da tsunami chegaram em Fukushima e arrastou tudo em seu caminho, desde automóveis até casas e aviões, continuam a causar o mesmo impacto uma década depois. Mais de 20 mil pessoas morreram ou desapareceram e cerca de 160 mil foram deslocadas. Dezenas de milhares delas levaram vários anos para poder voltar para seus lares. A água ultrapassou o muro de proteção da usina nuclear Fukushima Daiichi e inundando o sistema elétrico, incapacitando o resfriamento dos reatores.

Com o acidente a usina começou a liberar quantidades significativas de material radioativo em 12 de março, tornando-se o maior desastre nuclear desde o acidente nuclear de Chernobil, em abril de 1986. Toda a região ficou contaminada pela presença do material radioativo liberado. Até os dias atuais a região sente os efeitos da radioatividade, e segundo novos estudo passou a ser comum encontrar os isótopos de césio 134 e 137.

Uma pesquisa conduzida por Hajime Fugo (Vice presidente da Tokyo University of Agriculture of Technology) detectou aproximadamente  4.000 Becquerel de radioatividade de césio 134 e 137 devido ao desastre de Fukushima. Infelizmente essa radioatividade tem contaminado insetos, como gafanhotos. Em princípio, poderíamos pensar que são apenas insetos sendo contaminados, uma vez que, no Brasil os gafanhotos não fazem parte de nossa dieta. Por outro lado, em países orientais isso representa um risco muito grande para a população, pois nesses povos os gafanhotos fazem parte de uma iguaria digerida. Apesar de um ciclo de vida de um gafanhoto ser curto, a radiação passa para gerações e gerações de insetos. Ou seja, a radiação produzida pelo césio já entrou na cadeia alimentar do povo japonês por essa iguaria, os gafanhotos.

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