Os resíduos da nicotina

Foto fumante - Amir SeilSepour from Pexels

Atualmente, não é surpresa para ninguém o alto risco que o cigarro é para a saúde. O tabagismo é uma doença (dependência de nicotina) que tem relação com aproximadamente 50 enfermidades, dentre elas vários tipos de câncer (pulmão, laringe, faringe, esôfago, estômago, pâncreas, fígado, rim, bexiga, colo de útero, leucemia), doenças do aparelho respiratório (enfisema pulmonar, bronquite crônica, asma, infecções respiratórias) e doenças cardiovasculares (angina, infarto agudo do miocárdio, hipertensão arterial, aneurismas, acidente vascular cerebral, tromboses). Há ainda outras doenças relacionadas ao tabagismo: úlcera do aparelho digestivo; osteoporose; catarata; impotência sexual no homem; infertilidade na mulher; menopausa precoce e complicações na gravidez.

Leia também

A nicotina também está matando as abelhas

As drogas atuais no meio universitário

PM2,5 causa 9 milhões de mortes por ano

Essa é uma informação bastante disseminada, até mesmo nas carteiras comercializadas. Mas um ponto importante, e que talvez muita gente deixe passar batido, é sobre o tabagismo passivo. E quando as crianças são expostas a ele, os perigos a curto, médio e longo prazo só aumentam.

Quando um cigarro é aceso, somente uma parte da fumaça é tragada pelo fumante. O restante dela é lançada ao ambiente pela ponta acesa. É aí que entra o fumante passivo! Mas vale lembrar que são expostas a esse consumo involuntário não só as pessoas que convivem com fumantes, mas todas aquelas que estão por perto no momento em que a fumaça é expelida. Inclusive as crianças.

Além disso, os efeitos do cigarro ainda está presente nos resíduos de nicotina absorvidos em superfície como carpetes, papel de parede, etc.  Esses resíduos reagem com gases do ar (principalmente os ácidos nitrosos), formando substâncias altamente carcinogênica, conhecida como nitrosamina.

Novamente, as maiores vítimas desse tipo de exposição são as criança e os não-fumantes que convivem nesses ambientes contaminados. Estimativas apontam que o risco de contaminação é 20 vezes maior em crianças que em adultos.

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *