O aumento das emissões de metano

Depois de aumentar a uma taxa de dez partes por bilhão (ppb) por ano entre os anos 1980 e 2000, os pesquisador do Laboratório de Ciências Climáticas e Ambientais da França, constataram uma estagnação entre 2000 e 2006 e, em seguida, uma retomada do aumento a uma taxa de 10 ppb por ano entre 2006 e 2017.

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Segundo os pesquisadores houve um aumento das emissões humanas de metano e que 60% provêm de atividades humanas, 40% de fontes naturais como áreas úmidas, lagos e rios e animais como cupins.

A distribuição das emissões humanas está distribuída da seguinte forma: i) cerca de 30% são atividades antrópicas, principalmente da agricultura; 22% devido a vazamentos durante a extração de petróleo e gás natural (destaca-se o gás xisto); e 8% são provenientes da queima de biomassa e consumo de biocombustível.

 

A maior parte das emissões de metano vem de zonas tropicais devido à agricultura e emissões naturais de florestas e áreas úmidas na América Latina, África, Sudeste Asiático e Oceania (cerca de 64%). O restante é emitido pelos países temperados e mais desenvolvidos, principalmente devido a atividade antrópica.

No caso da China, Índia e América do Norte, o aumento se deve principalmente aos Estados Unidos, que se tornaram há 10 anos exportadores de petróleo e gás extraído dos depósitos de xisto. A boa surpresa, no momento, vem da Europa, que reduziu suas emissões em cerca de 4 milhões de toneladas por ano devido as políticas públicas de resíduos e ao gerenciamento de efluentes agrícolas.

Fonte: Science et Avenir