O que fazer com as mascaras usadas para o Covid?

mascar proteção covid-19

Desde que se tornou obrigatório o uso de máscaras faciais no mundo em espaços públicos fechados,  elas passara a fazer parte da vida cotidiana das pessoas. As máscaras mais populares são as cirúrgicas descartáveis, pois são consideradas as mais eficazes na redução do risco de transmissão da Covid.

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Mas elas se tornaram uma questão ambiental à medida que as pessoas os jogam fora na calçada, em sarjetas, florestas e em rios e canais. Feitas de um plástico chamado polipropileno, elas não são biodegradáveis podendo levar até 450 anos para se decomporem em aterro ou no ambiente. Considerada como lixo potencialmente tóxico, a reciclagem dessas mascaras é complicada.

Mas uma startup francesa Plaxtil aceitou o desafio. Com sede em Châtellerault, oeste da França, a empresa é especializada na reciclagem de roupas, transformando-as em um material semelhante ao plástico também conhecido como Plaxtil. Então veio a Covid-19, apresentando um novo modelo de negócios urgente.

Os fundadores da startup Civil e Neveu envolveram lojas e supermercados locais e estabeleceram uma rede de coleta de máscaras das mascaras cirúrgicas. Eles conseguiram 50 pontos de coleta em toda a cidade e a cada semana, Emeline Clerc, funcionária de uma empresa chamada Audacie, coloca todo o equipamento de proteção – jaleco, máscara, luvas – para esvaziar as lixeiras. E desde junho, as startup já reciclou mais de 50.000, transformando o que era um lixo potencialmente perigoso em produtos úteis, como viseiras.

Processo usada para reciclar as mascaras

As máscaras passam 15 dias em quarentena em um hangar isoladas para que ninguém toque nelas. Depois desse período,  a tira de metal na parte superior que permite moldar a máscara ao seu nariz são retiradas manualmente, antes que a parte mecanizada do processo comece. Na parte mecanizada, a mascara é triturada em pequenos pedaços e descontaminada com luz ultravioleta para então serem misturados com um aglutinante para fazer uma pasta. Usando uma tecnologia desenvolvida pela própria Plaxtil que transforma tecidos em plástico moldável e duro.

No momento, a Plaxtil está transformando as máscaras em produtos como viseiras de plástico, fechos para máscaras e caixas de armazenamento, que são particularmente úteis durante a circulação do vírus. A startup espera ainda fazer uma série de objetos diferentes. Até o final do ano, a França vai dobrar sua produção de máscaras descartáveis ​​para 100 milhões por semana o que é uma boa matriz de negócios.

Fonte: Reclycing International

 

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