Como a Alemanha vai reduzir a emissão de CO2

Usina de aterro de dióxido de carbono

O governo alemão está abrindo caminho para aterros subterrâneos de dióxido de carbono (CO2). O gás responsável pelo aquecimento global deve ser retirado do país por meio de um gasoduto e injetado no solo. Também existem instalações de armazenamento de gases de efeito estufa na Alemanha.

O objetivo de armazenar dióxido de carbono no subsolo é reduzir as emissões de CO2 n⁠a atmosfera⁠. O dióxido de carbono a ser armazenado pode vir de sistemas de abastecimento de energia fóssil, de plantas industriais ou do uso de ⁠Biomassa⁠ principalmente os provenientes da geração de energia.

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Os cientistas presumem que separando o gás do aquecimento global ao queimar combustíveis fósseis que geram energia e armazenando-o no subsolo, cerca de 65 a 80% de dióxido de carbono pode ser mantido permanentemente fora da atmosfera. O armazenamento de dióxido de carbono pode dar uma contribuição efetiva para o combate às mudanças climáticas.

O Escritório Federal de Geociências e Recursos Naturais da Alemanha acredita que cerca de dez bilhões de toneladas de dióxido de carbono poderiam ser armazenados com segurança em campos de gases esgotados ou em camadas de rochas porosas, os chamados aquíferos salinos. Esse procedimento, poderia teoricamente ser explorado por cerca de 12 anos na Alemanha, mas esse tipo de armazenamento é proibido. Além da Alemanha, países do Mar do Norte como Noruega, Holanda, Bélgica e Grã-Bretanha estão se preparando também para injetar grandes quantidades de dióxido de carbono no fundo do mar. De acordo com os cenários atuais, como o Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas do IPCC, as instalações subterrâneas de armazenamento de dióxido de carbono são essenciais para alcançar a neutralidade climática.

Sendo assim, com vistas ao transporte e armazenamento de dióxido de carbono no exterior, o governo alemão planeja ratificar a alteração do artigo 6 do Protocolo de Londres, que trata da proteção marinha. Isso permitirá o transporte transfronteiriço de dióxido de carbono para o armazenamento em subsuperfície profunda sob o fundo do mar.

Os riscos para as águas subterrâneas e para o solo surgem principalmente de vazamentos de dióxido de carbono. Em condições desfavoráveis, as águas subterrâneas salgadas podem ser deslocadas e atingir a superfície salinizando as águas doces e subterrâneas e a superfície da terra. Além disso, o uso de grandes partes do subsolo profundo para armazenamento permanente de dióxido de carbono por milhares de anos pode limitar outros usos.

O Greenpeace alerta que até o momento não estão previstas medidas contra o vazamento do gás climático. Por causa desse risco, o Greenpeace apela ao governo alemão para realizar um debate profissional sobre os riscos do armazenamento final de dióxido de carbono.

Fonte:

Welt

Umwelt Bundesamt

Wendland-net.de

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