O sulfato de bário é o composto mais branco que existe

Ruan Xiulin

O aquecimento global e efeito estufa está aí, a temperatura do planeta aumentou em vários lugares do mundo. Uma das consequências desse fato é que nossas moradas ficaram mais quentes e o conforto ambiental térmico ficou prejudicado. Além de trabalhar para reduzir a emissão de gases do efeito estufa é necessário desenvolver novos materiais capazes de melhorar nosso conforto ambiental.

Então qual seria o efeito sobre o conforto ambiental térmico a tinta mais branca de todos os tempos?

Após seis anos de desenvolvimento, a equipe de pesquisadores liderada pelo professor de engenharia mecânica Xiulin Ruan da Purdue University em Indiana (Estados Unidos) comunicaram que criaram a tinta mais branca do mundo (veja aqui). Para desenvolver essa tinta os pesquisadores usaram mais de cem materiais diferentes que foram testados em quase 50 combinações promissoras. Esta tinta branca é o resultado de pesquisas desenvolvidas em tentativas desde a década de 1970.

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Os pesquisadores conseguiram produzir um branco tão branco que pode refletir 98% dos raios solares. A título de comparação, as tintas brancas disponíveis no mercado refletem apenas 80 a 90% da luz. Os testes mostraram que há um resfriamento em superfícies pintada com a nova tinta branca de 4,5 °C abaixo da temperatura ambiente, mesmo sob forte luz solar.

O que torna a tinta mais branca tão branca

Três características conferem à tinta sua brancura extrema. Uma é a concentração muito alta da tinta de um composto químico chamado sulfato de bário, que também é usado para tornar brancos os papéis fotográficos e cosméticos. Uma das características do sulfato de bário é que esse composto é muito reflexivo, o que significa que tintas contendo este composto se tornam muito mais brancas.

A segunda característica é que as partículas de sulfato de bário são todas de tamanhos diferentes na tinta. Como o espalhamento da luz está diretamente ligado ao tamanho médio de partículas; portanto, uma gama mais ampla de tamanhos de partícula permite que a tinta branca espalhe mais do espectro de luz do sol. Uma alta concentração de partículas de sulfato de bário (~60%) que também são de tamanhos diferentes dá à tinta o mais amplo espalhamento espectral, o que contribui para a mais alta refletância, tornando-se mais branca.

O terceiro é que o sulfato de bário ao contrário do pigmento de dióxido de titânio convencional, não absorve a luz ultravioleta.

Os pesquisadores disseram que a tinta pode estar no mercado em um ou dois anos.

Fonte:

The whitest paint is here – and it’s the coolest. Literally.

The Guardian

A la recherche des couleurs les plus pures

 

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