Para que serve o iodo no nosso organismo

Bócio

O iodo é um elemento essencial para a biossíntese de hormônios tireoidianos, como tiroxina (T4) e triiodotironina (T3), que são fundamentais no desenvolvimento fetal, na regulação metabólica das células e no crescimento físico e neurológico dos seres humanos. A distribuição do iodo na Terra ocorre de forma ampla, porém desigual. Os oceanos representam o maior reservatório de iodo, contendo em média 60 μg/L, nas formas dos ânions iodato (IO3) e iodeto (I). Algas, peixes marinhos e crustáceos são as fontes mais ricas, contendo 4.920 e 650-610 μg/Kg, respectivamente. A partir da volatilização, as espécies inorgânicas e orgânicas do elemento presentes no ambiente marinho são lançadas na atmosfera e transportadas para o ambiente terrestre a uma distância relativamente estreita da zona costeira, o que influencia as concentrações do micronutriente no solo, na água e na atmosfera.

O iodo é considerado um mineral essencial para o nosso corpo.

A deficiência do iodo no mundo

A OMS estima que cerca de dois bilhões de pessoas ao redor do mundo ingerem quantidades diárias de iodo insuficientes para o funcionamento saudável da tireoide. Desde 2003, o mundo tem reduzido em 5% o número de casos com deficiência de iodo. Cerca de 47 países já são deficientes na quantidade na ingestão de iodo, veja figura abaixo.

As Américas apresentam o menor número de casos de deficiência nutricional do elemento (10,6%), enquanto a Europa possui o maior índice, com 52,4%. A baixa prevalência no continente americano deve-se ao elevado e amplo consumo do sal de mesa iodado, atingindo aproximadamente 90% da população.

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Nos países europeus o consumo de iodo é baixo, de aproximadamente 25%. Por isso, a Europa tem apresentado esforços para reverter o quadro, conseguindo reduzir a prevalência em 30% desde 2003. Mesmo com forte influência marítima, Itália e França passaram por modificações na dieta, reduzindo o consumo do sal de mesa iodado a fim de prevenir doenças cardiovasculares, além de não incorporarem o uso do sal iodado em processos industriais alimentícios. Tal cenário ocasionou prejuízos na ingestão de iodo, comprometendo a saúde da população.

Como podemos constatar essa deficiência é motivo de preocupação pois o iodo é reconhecido por regular os hormônios, contribuir no desenvolvimento fetal e diversas outras funções importantes para o organismo.

Felizmente, o brasileiro consome em média 12 g de sal diariamente, o que corresponde à ingestão de 0,6 mg de iodato. A OMS estabelece que acima de 12 anos, o consumo ideal do ânion é de 0,15 mg. Portanto, ingerimos quantidades quatro vezes maiores que o recomendado para a síntese dos hormônios da tireoide. A nutrição excessiva do iodo também apresenta riscos à saúde, porém bem menores quando comparados com os potenciais danos causados pela sua deficiência.

No Brasil a adição de iodo no sal de cozinha tornou-se obrigatória para a prevenção das doenças decorrentes da deficiência de iodo. A dose recomendada de iodo é de 150 microgramas diárias para pessoas com mais de 14 anos e 220 microgramas para as gestantes.

Funções do iodo no corpo

  • Promove a saúde da tireoide. A glândula tireoide, localizada na parte frontal do pescoço, ajuda a regular a produção de hormônios, que controlam o metabolismo, a saúde do coração e muito mais. Para produzir os hormônios da tireoide, sua tireoide absorve iodo em pequenas quantidades. Sem a produção do hormônio pode levar ao hipotireoidismo.
  • Reduz o risco de bócio. O bócio é uma glândula tireoide aumentada. Sua tireoide pode aumentar como resultado de hipotireoidismo ou hipertireoidismo. O bócio pode ser revertido com a adição de alimentos ou suplementos ricos em iodo à dieta.
  • Tratamento do câncer de tireoide. O radioiodo também pode ser uma opção de tratamento possível para o câncer de tireoide. Ele funciona da mesma maneira que o tratamento do hipertireoidismo.
  • Neurodesenvolvimento durante a gravidez. A ingestão do mineral durante a gravidez está ligada ao desenvolvimento do cérebro em fetos. Além disso, lactantes devem continuar monitorando esse consumo. Isso porque o iodo absorvido através da dieta e da suplementação é transferido através do leite materno para o seu bebê.
  • Melhora da função cognitiva. Os mesmos benefícios neurológicos do iodo durante a gravidez podem se estender ao funcionamento do cérebro saudável durante a infância. Isso também inclui um risco reduzido de deficiência intelectual.
  • Tratamento da doença fibrocística da mama. É possível que suplementos ou medicamentos à base do mineral possam ajudar a tratar a doença fibrocística da mama. Essa condição não cancerosa é mais comum em mulheres em idade reprodutiva e pode causar caroços nos seios.
  • Tratamento de infecções. O iodo pode ser usado topicamente na forma líquida para ajudar a tratar e prevenir infecções. Ele age matando bactérias dentro e ao redor de cortes e arranhões leves.

Conheça 13 alimentos ricos em iodo

Existem muitos alimentos que contribuem para a ingestão de iodo. Confira abaixo alguns alimentos ricos em iodo:

  • Cavala (peixe) – 255 µg de iodo na porção de 150g
  • Mexilhão – 180 µg de iodo na porção de 150g
  • Bacalhau – 165 µg de iodo na porção de 150g
  • Salmão – 107 µg de iodo na porção de 150g
  • Merluza – 100 µg de iodo na porção de 150g
  • Berbigão – 80 µg de iodo na porção de 50g
  • Pescada – 75 µg de iodo na porção de 75g
  • Ovo – 37 µg de iodo na porção de 70g
  • Camarão – 62 µg de iodo na porção de 150g
  • Arenque – 48 µg de iodo na porção de 150g
  • Wakame (alga japonesa) – 4200 µg de iodo na porção de 100g
  • Kombu (alga japonesa) – 2984 µg de iodo na porção de 1g
  • Sal iodado – 284 µg de iodo na porção de 5g

Fonte:

Ecycle

Longevidade Saudavel

Iodo: riscos e benefícios para a saúde humana

Mundo Educação

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