O elemento rênio, ocorrência, aplicações e isótopos

Mineral rênio

Rênio é um elemento muito raro do grupo 7, dúctil, maleável, metal prateado. A sua química é bastante diversa. Entre outras coisas, ele mostra a maior variedade de estados de oxidação de qualquer elemento conhecido, a saber, -1, 0, +1, +2 e assim por diante até +7 – o último dos quais é seu estado de oxidação mais comum. É também o metal que levou à descoberta da primeira ligação quádrupla metal-metal. Em 1964, Albert Cotton e colaboradores nos EUA descobriram a existência de tal ligação quádrupla Re – Re na forma de íon rênio, [Re2Cl8]2−

História do rênio

O rênio (do latim rhenus), nome dado em homenagem ao rio Reno, (Alemanha), e foi o último elemento natural a ser descoberto. Considera-se que foi descoberto por Walter Noddack, Ida Tacke e Otto Berg, na Alemanha. Em 1925 relataram que detectaram o elemento num minério de platina e no mineral columbita. Encontraram também o rênio na gadolinita e molibdenita. Em 1928 foi possível extrair 1 grama do elemento processando 660 quilogramas de molibdenita.

Como o processo de obtenção do metal era complexo e altamente caro, a produção foi interrompida até 1950, quando ligas de tungstênio-rênio e molibdênio-rênio foram produzidas. Estas ligas encontram aplicações importantes na indústria, resultando numa grande demanda de rênio obtido a partir da molibdenita existente nos minérios de pórfiro (cobre).

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Isótopo do rênio

O rênio natural é uma mistura de dois isótopos, o Re-185 (estável) com abundância de 37,4% e o Re-187 (radio-instável) com abundância de 62,6%. Existem, ainda, 26 isótopos instáveis conhecidos.

Ocorrência do rênio

O rênio não ocorre como o metal não combinado livre e nenhum minério lavrável foi encontrado. Os minérios gadolinita e molibdenita podem conter um pouco de rênio e é deste último que o rênio é extraído por meio das poeiras de combustão das fundições de molibdênio. A produção anual mundial está agora em torno de 5 toneladas e as reservas estimadas de rênio são de 3500 toneladas, encontradas principalmente nos EUA, Rússia e Chile.

Aplicações do rênio

Mais de 80% do uso global de rênio é em superligas de alta temperatura para aplicações em aeronaves, como lâminas de turbinas e peças de motor. O restante da demanda vem principalmente das indústrias de refino petroquímico. E as principais aplicações são

  • É adicionado em ligas de molibdênio e tungstênio para aprimorar as propriedades
  • Em filamentos do equipamento espectrômetro de massas
  • Em ligas de molibdênio-rênio são supercondutoras em 10 K
  • Em catalisadores com boa performance para química fina
  • Em temopares de Re-W podem ser usados para medir temperaturas até 2200 °C
  • Em ligas de níquel para fazer pás de turbinas
  • Em filamentos para flash fotográfico

Fonte:

Wikipedia

Tabela Periódica.org

Portal São Francisco

LennTech

Matmatch

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