O Ensino on-line e a diversidade nos alunos

Neste post vamos relatar a experiência da Universidade Nova Inglaterra na Austrália, uma instituição onde mais da metade dos seus estuda de Química estuda de forma on-line. O perfil dos alunos é interessante dessa Universidade que são formados por alta proporção de pessoas de baixa renda, indígenas, de área rural, muito estão na meia idade. Os alunos on-line normalmente trabalham em período integral além de serem pais de família. Para a maioria deles, estudar on-line é a única oportunidade de ter um ensino superior. Com a questão da pandemia do Covid19 os alunos presenciais passaram a ter a experiência on-line.

Leia também

Aplicando o contexto no ensino de Química

O ensino brasileiro precisa chegar no século 21

O distanciamento do ensino com a sociedade

Como melhorar a compreensão da Química

A busca da informação é muito melhor que o contéudo

O verdadeiro ato de ensinar Química

Segundo a direção da Universidade aconteceu um aumento considerável (cerca de 1200%) do número de alunos que passaram a fazer cursos on-line. A Universidade tomou a atitude de obrigar todos os alunos a se matricularem nos cursos on-line. Ou seja, nesse momento de pandemia de Covid19 a Universidade Nova Inglaterra passou a ter de forma on-line alunos acostumados com o cursos on-line e aqueles que nunca fizeram cursos on-line.

Dentre os relatos da Universidade o que chama a atenção foi o fato de que aqueles alunos que são capazes, interessados e resilientes a adaptação foi relativamente fácil. Esses alunos estão tendo sucesso com ou sem a ajuda de educadores eficazes. Uma atitude importante tomada pela Universidade foi basear suas estratégias de ensino nas habilidades e experiências reais dos alunos com dificuldade na aprendizagem on-line da Universidade. Para melhorar o rendimento, a Universidade usou a empatia para estabelecer suas dificuldades e entender o lado negativo do ensino on-line dos alunos com dificuldades.

Especificamente, no caso dos alunos de Química a estratégia adotada foi incentivá-los sempre após cada avaliação. Essa atitude contribuiu para o sucesso do rendimento dos alunos, além de fazer com que os professores saíssem de suas zonas de conforto. Como resultado os professores desenvolveram uma maior empatia e compreensão dos desafios envolvidos no processo de ensinar química para todos os alunos da Universidade Nova Inglaterra.

Observamos aí que não basta somente ligar uma ferramenta de vídeo conferência e pensar que está na sala de aula. É necessária uma mudança de paradigma do modo de ensinar tradicional. Nesse contexto, uma ferramenta de avaliação disponíveis como o Google form permite mudar de estratégia de ensino além de desenvolver uma empatia entre o professor e o aluno. Isso porque ao diagnosticar um resultado de uma avaliação ruim o professor pode entrar em contato com o aluno e descobrir quais os motivos para aquela nota ruim.

Esperamos que o professor não aprenda a fazer vídeos mais desenvolver uma empatia com o seus alunos.