Os Químicos precisam criar o comércio de moléculas

Globalmente, a humanidade convive com diversos problemas de ambientais muito em função de moléculas e metais poluentes. Não podemos deixar de lado o desperdício em muitas de nossos processos de obtenção de produtos. No Brasil em 2018, por exemplo, foram desperdiçados aproximadamente 5,5 bilhões de toneladas somente com resíduos de plantas deixados no campo após a colheita. Somente uma parte muito pequena foi usada como fertilizantes orgânicos, ou deixado para enriquecimento do solo ou ração animal.

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Ao adicionamos outros resíduos como plásticos, escorias, papeis, produtos domésticos (óleos de cozinha, computadores, televisores, tecidos, entre outros) o volume aumentaria enormemente. Como químico vejo que todos esses resíduos como moléculas e metais cujo valores levam a sugerir a criação de banco. Não um banco qualquer, mas a possibilidade de negociação para aqueles processos de obtenção de moléculas e/ou biomoléculas com custos ambientais mais baixos.

Assim, por exemplo, moléculas como antocianinas, pigmentos e antioxidantes que poderiam ser obtidas de resíduos de frutas, como maçãs, cerejas, açaí, são facilmente obtidas. Essas biomoléculas poderiam ser comercializadas para indústria cosmética ou alimentícia. Nesse contexto, a própria indústria deveria incentivar com financiamentos a formação do banco de molécula. Certamente a pressão sobre o ambiente iria diminuir drasticamente, bem como ocorreria uma mudança de paradigma e motivação para a inovação tecnológica no ramo da Química. Outro aspecto interessante é o estabelecimento de uma economia circular mais sólida no Brasil