Usando solventes verdes em resíduos agrícola de maçã

Maças

A revolução industrial foi um grande avanço no processo tecnológico da humanidade. Ela trouxe uma série de benefícios no passado e hoje somos cercados por uma variedade muito grande de inovações tecnológicas. Por outro lado, pagamos um preço relativamente alto por essa inovação tecnológica, como exploração exagerada dos recursos naturais e produção de resíduos.

Para resolver a questão dos resíduos entre outros problemas ambientais que afligem a humanidade foi criada a Química Verde que é considerada aquela química totalmente sustentável. O objetivo geral da química verde é “o design de produtos e processos químicos que reduzam ou eliminem o uso e a geração de substâncias perigosas”. Todavia, alterar a prática da química tradicional não é rápido e depende de uma mudança de cultura e desenvolvimento de novos processos sustentáveis.

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A aplicação da química verde reduz a poluição em sua fonte, minimizando ou eliminando os riscos de matérias-primas químicas, reagentes, solventes e produtos. Então, se uma tecnologia reduz ou elimina os produtos químicos perigosos usados para limpar contaminantes ambientais, essa tecnologia pode ser qualificada como uma tecnologia de química verde.

Esse princípio vem sendo utilizado por pesquisadores da Universidade de Adelaide que identificaram um processo ‘mais verde’ para extrair moléculas promotoras da saúde encontradas em resíduos agrícolas e de alimentos, que podem ser reutilizadas em produtos como cuidados com a pele e produtos farmacêuticos.

Em um estudo publicado na Green Chemistry, os pesquisadores testaram o uso de solventes verdes para coletar compostos encontrados no bagaço de maçã, conhecidos por suas poderosas propriedades antioxidantes, antibacterianas, anti-diabetes e anti-inflamatórias.

Os pesquisadores investigaram a extração dos compostos usando uma nova geração de solventes verdes conhecidos como Deep Eutectic Solvents (DES) .Esses solventes consistem em moléculas naturais e fornecem uma alternativa mais ecológica aos solventes orgânicos voláteis e tóxicos devido à sua capacidade de extração superior, volatilidade insignificante e não inflamabilidade. Os solventes também são baratos.

Os pesquisadores desenvolveram uma abordagem otimizada usando o solvente verde para coletar e modificar simultaneamente as moléculas promotoras da saúde retiradas do bagaço de maçã.

Em comparação com os solventes tradicionais, a quantidade de composto bioativo retirado do bagaço de maçã usando o solvente DES foi significativamente maior do que a coletada usando solventes tradicionais.

Fonte:

EPA – United States Environmental Protection Agency

Journal of the Brazilian Chemistry Society

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