As sacolas reutilizáveis de compras e o Covid19

Com a questão do aumento exagerado de resíduos plástico no mundo uma das alternativas adotadas por supermercados foi não fornece mais sacolas plásticas para os seus clientes. Algumas lojas adotaram venderem sacolas reutilizáveis, ou então, os consumidores passaram a usar sacolas de panos.

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É bastante comum encontramos no porta-malas dos carros sacolas de compras reutilizáveis. E isso dar aos donos das sacolas reutilizáveis a sensação de que estão contribuindo para evitar o longo tempo de degradação em um aterro, entupimento de drenos pluviais, questões de conservação e danos aos ecossistemas marinhos causados pelos resíduos plásticos.

Por outro lado, a adoção de sacolas reutilizáveis requer uma nova postura prática de higiene social, pois as sacolas reutilizáveis têm alto potencial de contaminação por com patógenos e transmitir doenças por causa do seu uso repetido sem lavagem. As sacolas reutilizáveis são veículos de transmissão de doenças porque elas podem transmitir micróbios para o ambiente e, no caso de supermercado entre outros lugares público, para outros consumidores.

Essas sacolas sem não higienizadas com frequência podem ser fontes de transmissão de vírus da gripe, por exemplo o H1N1, ou mesmo a COVID19. Segundo um estudo da Universidade de Linda e da Universidade do Arizona em sacolas reutilizáveis nos USA mostrou que 12% das sacolas estavam cobertas por E. Coli. E aquelas sacolas que carregavam carnes e ocorriam vazamentos apresentavam crescimento de bactérias, mesmo ficando a alta temperatura no porta malas do carro. O dado bom é que após uma lavagem manual ou em máquina de lavar os pesquisadores observaram uma redução da quantidade de bactérias dos sados reutilizáveis de 99,9%. 

Imagine se as mascaras de pano usadas para proteção do Covid não forem higienizadas.

Fonte: Williams, D. et al. Assessment of the Potential for Cross Contamination of Food Products by Reusable Shopping Bags. Food Protection Trends, v. 31, n. 8, p. 508-513, 2011.