Propriedades, descoberta e aplicações do gás radônio

Radônio

Radônio (Rn) é um gás radioativo pesado do Grupo 18 (gases nobres ) da tabela periódica, gerado pelo decaimento radioativo do rádio. Por isso, o radônio era originalmente chamado de emanação do rádio.

História do radônio

Em 1899, Robert B. Owens percebeu que a radioatividade dos compostos de tório expostos ao ar era reduzida. Rutherford estudou tal fenômeno e descobriu que o tório “emitia” um gás radioativo, que ficou então conhecido por “emanação do tório”. O crédito pela descoberta do radônio foi dado ao químico alemão Friedrich Ernst Dorn em 1900. Ele descobriu o novo gás, que ele chamou de “emanação” do rádio, enquanto estudava a cadeia de decaimento do rádio. O rádio havia sido descoberto apenas dois anos antes pela cientista ganhadora do Prêmio Nobel Marie Curie.

O químico escocês Sir William Ramsey, vencedor do Prêmio Nobel de Química em 1904, explorou ainda mais as propriedades do radônio. Com a ajuda do químico inglês Robert Whytlaw Gray, Ramsey isolou o radônio e calculou sua densidade para que pudesse ser incluído corretamente na tabela periódica. Eles descobriram que era o gás mais pesado já conhecido. Eles renomearam o gás para “niton” após a palavra latina para brilho (nitens). Mas esse nome também não pegou e, em 1923, passou a ser conhecido no mundo todo como “radônio”.

Propriedades dos radônio

O radônio é um gás incolor, 7,5 vezes mais pesado que o ar e mais de 100 vezes mais pesado que o hidrogênio. O gás se liquefaz a −61,8 °C e congela a −71 °C. Após o resfriamento, o radônio sólido brilha com uma luz amarela suave que se torna vermelho-alaranjada na temperatura do ar líquido (−195 °C).

Isótopos do radônio

O radônio é produto da desintegração do rádio (elemento 88), elemento altamente radioativo, assim como do tório (elemento 90), de onde vem o nome de um dos seus isótopos, tóron, de meia-vida de 55 segundos e de massa atômica 220 u. O isótopo 219Rn chama-se actínion, é produto da desintegração do actínio e tem meia-vida de 4 segundos. Além desses, o radônio tem 22 isótopos artificiais, produzidos em reações nucleares por transmutação artificial em cíclotrons e aceleradores lineares. O isótopo mais estável é o 222Rn, também o mais abundante, com uma meia-vida de 3,8 dias e produto da desintegração do 226Ra. Ao emitir partículas alfa, converte-se num isótopo do elemento polônio. O isótopo pode ser retirado por destilação fracionada.

Ocorrência natural

O radônio é raro na natureza porque seus isótopos têm vida curta e porque sua fonte, o rádio, é um elemento escasso. A atmosfera contém traços de rádon perto do solo como resultado da infiltração do solo e das rochas, ambos os quais contêm pequenas quantidades de rádio. O rádio ocorre como um produto natural da decomposição do urânio presente em vários tipos de rochas.

Aplicações do radônio

O radônio tem sido aplicado como fonte de radiação em terapias contra o câncer, oferecendo algumas vantagens sobre o elemento rádio. Utiliza-se também como indicador radioativo para a detecção de fuga de gases, e também na medida da velocidade de escoamento de fluidos. Além disso, é utilizado em sismógrafos e como fonte de nêutrons.

Fatos sobre o radônio

  • O radônio foi o quinto elemento radioativo descoberto, depois do urânio, tório, rádio e polônio.

  • O gás radônio é incolor, mas exala uma fosforescência amarela brilhante (luz emitida por uma substância sem calor perceptível) em temperaturas abaixo de seu ponto de congelamento.

  • Décadas atrás, sais de rádio eram misturados em tintas para fazê-los brilhar no escuro.Uma vez que a Agência de Proteção Ambiental dos Estados Unidos (USEPA) considerou o radônio um risco à saúde, entretanto, o radônio foi retirado dos produtos de consumo.

  • Centenas de anos atrás, uma doença devastadora dos mineiros era conhecida como mala metallorum . Em 1879, a condição foi identificada como câncer de pulmão causado pela exposição a substâncias radioativas, incluindo urânio e radônio.

Fonte

Britannica

Wikipedia

Live Science

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