O meio ambiente e o interruptor de energia elétrica

casa feita de lixo

O que acontece com meio ambiente quando ligamos o interruptor de energia elétrica? Bom, acontece, por exemplo, causamos um efeito no meio ambiente. Quando ligamos nosso interruptor mais próximo, como luz do quarto não pensamos o que acontece no meio ambiente. A única coisa que você pensa, naquele momento, é que a luz acendeu e ficou claro.

A princípio, você não pensa além de não ficar no escuro. Dependendo de onde você mora, por exemplo, numa comunidade no interior do Amazonas, certamente esse conforto da vida moderna foi gerado pela queima de um combustível. Assim como no Amazonas, existem lugares que usam energia que veio de usinas eólicas ou mesmo solares. Então, quando ligamos um interruptor, há uma chance de a energia de vindo de energia limpa ou poluente.

Qual a chance de ao ligamos o interruptor de energia elétrica ser energia limpa ou não?

Se essa pergunta fosse feita em 2010 diríamos que era muito pequena a chance de ser uma energia limpa. Nossa resposta se baseia no fato de que em 2010 tínhamos muitas usinas de eletricidade produzindo energia limpa. Nesse contexto, os dados sobre aquecimento global mostram que o fornecimento de 328 TW he 958 TW h. Então, globalmente tem uma tendência de aumento do número de usinas de elétricas renováveis. Segundo os especialistas deveríamos ter mais 70% da eletricidade sendo produzida por fontes renováveis de energia elétrica.

Se nós considerando o sistema de energia atual essa mudança pode ser considerada extrema. Infelizmente, as fontes renováveis fornecem apenas cerca de 14% da demanda total . Além disso, a descarbonização também precisará ocorrer no setor de transporte.

O meio ambiente e o interruptor de energia elétrica o que acontece?

Infelizmente, existem evidências crescentes de que as pessoas e o planeta são cada vez mais afetados por eventos extremos. De acordo com a Quarta Avaliação Nacional do Clima, eventos extremos serão mais frequentes e intensos. Esse eventos continuarão a danificar a infraestrutura e o meio ambiente.

À medida que os impactos de eventos extremos continuam aumentando observa-se um aumento do interesse da comunidade científica. Assim, os cientistas começam a avaliar eventos extremos específicos que podem ser atribuídos às atividades humanas. Por exemplo, o ano de 2021 testemunhou uma enxurrada de eventos extremos em todo o mundo. Muitos desses eventos já conquistaram as manchetes, como inundações devastadoras na Austrália, Europa, Ásia e Nordeste dos EUA.

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Muitos outros importantes pesquisadores do clima compartilham das preocupações sobre o futuro da humanidade. Por exemplo, a revista Nature conduziu uma pesquisa anônima com 233 autores vivos do IPCC no mês passado e recebeu respostas de 92 cientistas – cerca de 40% do grupo. Suas respostas sugerem forte ceticismo de que os governos irão desacelerar significativamente o ritmo do aquecimento global. Para os cientistas existe apenas promessas políticas feitas por líderes internacionais como parte do acordo climático de Paris de 2015.

Até quando as casas terão energia renovável

Atualmente, as propriedades residenciais são responsáveis por entre 17 e 21% das emissões de carbono relacionadas à energia em todo o mundo. Esse número cobre:

  • Eletricidade,  que usamos para alimentar televisores e outros dispositivos eletrônicos.
  • Combustível que usamos para aquecer nossa água e cozinhar, mas em climas frios a maior parte do orçamento de energia de uma casa vai para o aquecimento.
  • Emissões de carbono liberadas na fabricação de concreto, metal e outros materiais de construção junto com o processo de construção

Sendo assim, fica claro que a habitação tem papel considerável a desempenhar.  Ou seja, se o mundo quiser cumprir sua ambição de reduzir as emissões globais de carbono para líquido zero em 2050. Esse é uma meta importante e necessária para manter o aquecimento global dentro do aumento de 1,5 °C. Devemos lembrar que as nações se comprometeram a atingir no Acordo de Paris das Nações Unidas sobre mudança climática.

A boa notícia é que já temos o conhecimento e, sobretudo, as ferramentas de que precisamos para reduzir as emissões das moradias. Isso pode significar que em 2045, a forma como nossas casas são construídas, aquecidas e alimentadas pode ser muito diferente. Essas inovações podem não apenas tornar nossas casas mais baratas, mas também torná-las mais confortáveis para morar.

 Fonte:

NASA

Nature

New Scientist

Science Direct

2045: Memories of the future

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