O que você deveria saber sobre o antimônio

Antimônio

O que você deveria saber sobre o antimônio (Sb) é um post que mostra um pouco sobre esse elemento químico e sua influência na saúde. Então, quando nós percorremos a tabela periódica percebemos que existem poucos elementos que tem  símbolo químico não derivado da língua inglesa. Embora, ferro (Fe), ouro (Au) ou prata (Ag) possam vir imediatamente à mente, todavia o antimônio (Sb) também faz parte desses elementos.

Dessa forma, só para você entender o antimônio tem um símbolo químico que vem do latim. Assim, o seu símbolo Sb vem do latim stibnum. Além disso, esse nome latim também dá nome ao mineral em que o antimônio é encontrado: a estibnita (Sb2S3). Uma curiosidade para você os egípcios usavam esse mineral como cosmético. Sabe aqueles os olhos pretos, eles foram pintados com esse mineral.

Um pouco de história do antimônio

A princípio, autores gregos e latinos antigos se referiam ao antimônio (Sb) com o nome stibium. Então, de onde veio o “antimônio”? Uma etimologia popular, mas provavelmente fantasiosa, é que ele é derivado do antimoine francês que significa anti-monge.

Então, muitos dos primeiros alquimistas eram monges que acreditavam ser possível transformar o antimônio em ouro. Mas, desconheciam sua toxicidade e realizaram experimentos alquímicos sem um jaleco ou óculos de segurança à vista.

O mais provável, porém, é que o nome derive do grego ἀντίμόνος (antimonos), que significa contra a solitude, refletindo o fato de que raramente nós encontramos o antimônio (Sb) na natureza em seu estado metálico.

Efeito do antimônio na saúde

Em princípio, o antimônio (Sb) é um elemento químico venenoso ser for inalado ou ingerido. Além disso, ele é cancerígeno, embora os mecanismos exatos de sua toxicidade ainda não sejam bem claros. Isso, no entanto, não impediu que o antimônio (Sb) tivesse papel importante na medicina ao longo da história.

Dessa forma, além da maquiagem para os olhos, a estibnita (Sb2S3) era usada como medicamento para a pele na Grécia Antiga. Na Idade Média, era prática comum engolir pelotas de antimônio (Sb) inteiras para induzir o vômito e como laxante. Bom, essa recomendação estava em sintonia com a crença médica da época de que os ‘maus humores’ precisavam ser expulsos do corpo.

Nós recomendamos você a descobrir mais sobre o antimônio (Sb) na saúde com o post A leishmaniose e o Antimônio.

mosquito leishmaniose

 

Bom, o antimônio (Sb) era um metal considerado caro e, por isso, ele era recuperado para reutilização e até passados de geração em geração. Epa! Então, a necessidade faz com que um resíduo seja reciclado. Exatamente, na época por volta de 1600 se utilizava uma técnica refinada para recuperar o antimônio (Sb).

Por outro lado, hoje, alguns compostos de antimônio (Sb) pentavalente encontraram uso médico adequado como tratamento para leishmaniose, uma doença parasitária principalmente encontrados no mundo em desenvolvimento.

Aplicações do antimônio

Então, utiliza-se o antimônio (Sb) para aumentar a dureza das ligas, com ligas de chumbo para baterias, com ligas de chumbo/cobre/estanho para rolamentos de máquinas. Além disso, ele está presente em peças automotivas de embreagem e freio.

Além disso, a indústria de semicondutores utiliza o antimônio (Sb) para certas produções de pastilhas de silicone, diodos e detectores de infravermelho. Por outro lado, usam-se pequenas quantidades de antimônio (Sb) na produção de fósforos de segurança.

O outro uso principal é como trióxido de antimônio (Sb2O3), um composto para produzir retardadores químicos de chama.

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Fonte

Nature Chemistry

Forbes

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