A leishmaniose e o Antimônio

Mosquito transmissor Leishmaniose

O que tem haver a leishmaniose e o Antimônio; ou seja, a leishmaniose e o Antimônio? A leishmaniose é uma doença infecciosa zoonótica, amplamente distribuída em todo mundo. Essa doença afeta ao mesmo tempo homens e animais. A leishmaniose ocorre na Ásia, Europa, África e Américas.  Essa doença se manifesta de duas formas: primeiramente leishmaniose tegumentar ou cutânea e a segunda a leishmaniose visceral ou calazar.

A leishmaniose tegumentar ou cutânea causa lesões na pele, sobretudo, ela afeta nariz, boca e garganta, sendo conhecida como “ferida brava”. Por outro lado, a visceral ou calazar é uma doença sistêmica, que afeta vários órgãos. Primordialmente, os órgãos mais acometidos são: fígado, baço e medula óssea. Além disso, a sua evolução é longa podendo ultrapassar até o período de um ano.

Em princípio, a transmissão da leishmaniose ocorre por pequenos mosquitos, que se alimentam de sangue.  Dependendo da localidade,  os mosquitos recebem os seguintes nomes: mosquito palha, tatuquira, asa branca, cangalinha, asa dura, palhinha ou birigui. Por serem muito pequenos, esses mosquitos são capazes de atravessar mosquiteiros e telas, sendo comumente encontrados em locais úmidos, escuros e com muitas plantas.

Um pouco de história da leishmaniose

Em 1912 Gaspar de Oliveira Vianna observou que o tártaro emético (tártaro de antimônio e potássio) era eficaz para tratar a leishmaniose conhecida como tegumentar americana. Todavia, os efeitos tóxicos desse composto era principalmente a intolerância gastrintestinal e efeitos cardiotóxicos atribuídos ao uso de antimônio trivalente. Os efeitos colaterais foram resolvidos por Bramachari em 1920. Ele introduziu o primeiro composto a base de antimônio pentavalente (uréia estibamina). Analogamente, outros compostos com antimônio pentavalente foram introduzidos, por exemplo,  gluconato de antimônio (V) sódico (solustbosan da Bayer ou  Pentostam da Glaxo Wellcome). A Tabela abaixo, retirada de Rath et al. 2003,  mostra os compostos a base de antimônio:

Antimonio3

Considerações finais

Então, o assunto “A leishmaniose e o Antimônio” foi interessante? Dessa forma, você tem que acessar posts sobre a Química e Saúde aqui no Clube da Química. De qualquer forma convidamos você a descobrir um pouco mais nos posts abaixo. Acesse ai.

Mas, caso ainda tenha dúvida, não pense duas vezes junte-se a comunidade do Clube da Química para receber nossas novidades além de tirar suas dúvidas. Assim, conecte-se nas nossas redes sociais:

Instagram

Facebook  e

Linkedin

Fonte:

Rath, S. et al. 2003. Antimoniais empregados no tratamento da Leishmaniose: Estado da arte, Química Nova

Toda Biologia.com 

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *