Agora as partículas microplásticas podem ser descobertas em órgãos humanos

Os microplásticos poluíram todo o planeta, desde a neve do Ártico até os oceanos mais profundos. Esses plásticos são aqueles com menos de 5 mm de diâmetro e os nanoplásticos têm um diâmetro de menos de 0,001 mm. Ambos se formam principalmente a partir da abrasão de pedaços maiores de plástico despejados no meio ambiente. Pesquisas em animais selvagens e de laboratório relacionaram a exposição a pequenos plásticos à infertilidade, inflamação e câncer.

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As pessoas também são conhecidas por digeri-los em alimentos, água e respirá-los, mas o impacto potencial na saúde humana ainda não é bem conhecido. Estudos anteriores mostraram que as pessoas comem e respiram pelo menos 50.000 partículas de microplástico por ano e que a poluição do microplástico está chovendo sobre os moradores das cidades. Os diferentes tipos de nanopartículas da poluição do ar já estão presentes em corações e cérebros humanos, e sua presença já foram associadas ao câncer cerebral.

Dessa forma, pesquisadores procuram desenvolver técnicas analíticas para encontrar partículas de microplásticos em órgãos humanos. Agora, isolar e caracterizar fragmentos minúsculos como microplásticos é difícil, sendo considerado um desafio para os pesquisadores.

Os cientistas, cujo trabalho está sendo foi apresentado em uma reunião da American Chemical Society, afirmam que conseguiram desenvolver uma técnica para determinar níveis de contaminação por microplásticos em órgãos humanos. Para testar a técnica desenvolvida, os pesquisadores adicionaram microplásticos em 47 amostras de tecido de pulmão, fígado, baço e rim obtidas de um banco de tecidos. Os resultados obtidos mostraram que os microplásticos foram puderam ser detectados em todas as amostras. O método analítico desenvolvido permite aos pesquisadores identificar dezenas de tipos de plástico, incluindo o tereftalato de polietileno (PET) usado em garrafas plásticas de bebidas e o polietileno usado em sacolas plásticas. Eles encontraram bisfenol A (BPA), um produto químico usado para fazer plásticos, em todas as 47 amostras. A Agência de Proteção Ambiental dos Estados Unidos é preocupada com o BPA porque “é um composto muito tóxico para o sistema reprodutivo.

Os pesquisadores agora estão testando tecidos para encontrar microplásticos que se acumularam durante a vida dos doadores. Os doadores para bancos de tecidos frequentemente fornecem informações sobre seus estilos de vida, dietas e ocupações, portanto, isso pode ajudar em trabalhos futuros para determinar as principais formas pelas quais as pessoas são expostas aos microplásticos.

Fonte:

The Guardian