O elemento túlio, história, ocorrência e aplicação

Mineral de túlio

Então, vamos falar sobre p elemento túlio história ocorrência e aplicação. O túlio é um elemento químico que possui número atômico 69 e símbolo atômico Tm, pertence à família dos lantanídeos. Além disso, ele possui cor prateada e é um metal maleável podendo ser cortado a faca. Bom, ele possui boa ductilidade e é encontrado, sobretudo, em minérios como monazita juntamente com outras terras raras e em areias de rios, sendo mais resistente a corrosão que a maioria dos metais.

História do túlio

Em 1879, isolou-se o túlio pela primeira vez como seu óxido por Per Teodor Cleve na Universidade de Uppsala, na Suécia. Dessa forma, as descobertas de muitos elementos de terras raras (também conhecidos como lantanídeos) começaram com ítrio em 1794. Na verdade, os primeiros químicos não sabiam que eles estavam ali. Por  conseguinte, em 1843, extrairam-se o érbio e o térbio do ítrio. Então, em 1874, Cleve olhou mais de perto o érbio e percebeu que ele deveria conter ainda outros elementos, pois observou que seu peso atômico variava ligeiramente dependendo da fonte de onde provinha. Ele extraiu o túlio em 1879.

Por outro lado, em 1911, o químico americano Theodore William Richards realizou 15.000 recristalizações de bromato de túlio para obter uma amostra pura absoluta do elemento e assim determinar com exatidão seu peso atômico.

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Ocorrência do túlio

Nunca encontramos o túlio na natureza na forma pura, mas podemos encontrá-lo em pequenas quantidades em minerais com outras terras raras. Então, extrai-se o túlio principalmente da monazita, que contém cerca de 0,007% de túlio e bastnasita (cerca de 0,0008%). Em princípio, os principais minérios estão na China, EUA, Brasil, Índia, Sri Lanka e Austrália. Estima-se que as reservas de túlio são de cerca de 100.000 toneladas. Ou seja, a produção mundial é de cerca de 50 toneladas por ano na forma de óxido de túlio. Bom, o túlio é o segundo elemento lantanídeo mais raro, depois do promécio.

Isótopo e radioisótopos de túlio

O túlio só tem um isótopo natural 169Tm. Todavia existem os seguintes radioisótopos: 165Tm (meia vida de 1253 dias), 166Tm (meia vida de 7,70 horas), 167Tm (meia vida de 9,24 dias), 168Tm (meia vida de 93,1 dias), 170Tm (meia vida de 128,6 dias), 171Tm (meia vida de 1,92 dias) e 172Tm (meia vida de 2,65 dias).

Aplicações do túlio

  • O isótopo 169Tm emite raios X quando irradiado em um reator nuclear; com possível aplicação, sobretudo, na fabricação de equipamento de raio-X portátil
  • Em lasers com dopagem tripla Ho, Cr, Tm: YAG; e em lasers com aplicação em cirurgias
  • Em supercondutores similares aos de ítrio
  • Em cédulas de Euro para evitar fraudes

Fonte:

infoescola

Tabela Periódica.org

Royal Society of Chemistry

Webelements

Lenntech

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