O DDT – um inseticida que contaminou a humanidade

DDT

Quando pensei em escrever sobre o DDT (Dicloro-Difenil-Tricloroetano), logo pensei que O DDT – um inseticida que contaminou a humanidade. Além disso, pensei também que os inseticidas hoje em dia preocupam a humanidade. Porque eles fazem parte de nosso cotidiano. Por exemplo, no post “Os biocidas fazem parte do nosso cotidiano” mostra para você o que são e quais os seus perigos.

Então, aqui no Clube da Química publicamos uma série de posts mostrando os perigos dos inseticidas para você. Dessa forma, convidamos você a descobrir esses efeitos, pois queremos que você seja como a gente um ambientalista. Vá lá e descubra os posts:

Então, o que tem o DDT com essa história? Bom, nós sabemos hoje em dia que ele é muito tóxico para o organismo. Entre seus principais sintomas de contaminação para a saúde estão: excitação neural direta, resultando em danos no sistema nervoso central, periférico e autônomo; estimulação muscular involuntária; alterações de comportamento; problemas respiratórios; vertigens; confusão; dor de cabeça; arritmias cardíacas e lesões hepáticas ou renais.

A descoberta do DDT

Bom,  Paul Müller, um químico que trabalhava para a empresa Suíça Geigy no desenvolvimento de vários produtos químicos para combater os insetos agrícolas, descobriu o DDT em 1939. Dessa forma, Müller ganhou o Prêmio Nobel de Medicina e Fisiologia em 1948. O reconhecimento se deve às muitas vidas de civis que o DDT salvou na Segunda Guerra Mundial.

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DDT – Dicloro-Difenil-Tricloroetano

Antes do DDT, os únicos inseticidas disponíveis eram aqueles com base nos compostos de arsênio (As). Bom, o risco do arsênio (As) é sua toxicidade e persistência no ambiente. Por causa disso, o DDT parecia ser o primeiro inseticida ideal. Na época, ele parecia ter baixa toxicidade para as pessoas, mas altamente tóxico para os insetos.

Assim a partir de 1941 comercializaram-se muitos produtos contendo DDT principalmente na Suíça. Como a Suíça se manteve neutra durante a Segunda Guerra Mundial, seu governo informou tanto aos aliados quanto aos Países do Eixo sobre o descobrimento e usos do DDT. Somente os Aliados ocidentais perceberam sua utilidade em tempos de guerra no combate a doenças infeciosas transmitidas por insetos em regiões de clima quente.

Por exemplo, ao final da Primeira Guerra Mundial, o tifo causou mais de cinco milhões de mortes. Dessa forma, o uso do DDT evitou a repetição do grande desastre que aconteceu na epidemia de tifo em Nápoles (Itália). Assim, evitaram-se surtos de tifo em outras partes da Europa, entre elas os campos de concentração de Dachau e Belsen. Com isso, o DDT foi também usado para combater mosquitos transmissores de malária em várias partes da Europa, tanto durante quanto após a guerra.

O DDT no combate de pragas

A princípio, o processo do O DDT – um inseticida que contaminou a humanidade começou após a Segunda Guerra Mundial. Então, o DDT se tornou uma substância não apenas com propósitos de saúde pública, mas em áreas de clima quente e de forma extensiva, principalmente em países em desenvolvimento, para combater as pragas de insetos que atacavam as lavouras agrícolas. Inicialmente, o utilizou o DDT em árvores frutíferas e em lavouras de verduras e em seguida nas plantações de algodão. Depois de um tempo, algumas populações de insetos se tornaram resistentes ao DDT, diminuindo sua efetividade. Esse fenômeno levou os agricultores a aplicar quantidades cada vez maiores particulares nas plantações de algodão.

Na comunidade científica, havia muitas reservas, quanto ao uso do DDT como “inseticida perfeito” praticamente desde a primeira vez do seu uso. Em particular, porque o DDT persistia no solo durante vários anos e que poderia entrar na cadeia alimentar. Ou seja, o DDT possui alta capacidade de se acumular em seres vivos e demora cerca de 30 anos para desaparecer completamente do meio ambiente.

A virada de opinião começou em 1962, quando o público, em geral, tornou-se ciente do problemas ambientais associados ao DDT em razão da publicação do livro de Rachel Carson Silent Spring (Primavea de Silêncio). No livro se discutiu o declínio dos americanos em determinadas regiões do Estado Unidos devido a sua alimentação à base de minhocas. A contaminação por DDT usado em quantidades enormes para combater a doença de Dutch em olmos reduziu a quantidade de minhocas.

O uso do DDT foi banido em muitos países na década de 1970, e em outros possui rigoroso controle de utilização desde que seja obedecida a Convenção de Estocolmo sobre Poluentes Orgânicos Persistentes, em que seu uso é permitido no combate à malária.

Fonte

DDT – Brasil Escola – UOL

DDT (dicloro difenil tricloroetano): toxicidade e contaminação ambiental

O pensamento verde

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