A maquiagem macabra de uma rainha da Inglaterra

Rainha Elizabeth

Quando se pensa em reis e rainhas voltamos sempre aos contos de fadas da época que nós éramos crianças. Assim, sempre que você ouve falar de rainha, então, pensamos imediatamente na Inglaterra. A rainha Elizabeth II que hoje está completando 96 anos é, por assim dizer, um folclore. Por ter essa idade, os memes a colocam como eterna.

Para você perceber que falar de rainha é assunto que exige um certo cuidado e atenção. E por falar da rainha Elizabeth II, escrevemos um post mostrando que além de ser considerada eterna é uma pessoa que luta pelo meio ambiente. No post “Uma rainha na luta contra o plástico” mostramos o compromisso ambiental da rainha Elizabeth II com o meio ambiente. Convidamos você a ler o post para saber o outro lado dessa carismática rainha. 

Por outro lado, a rainha da Inglaterra Victoria participou de um feito histórico da medicina. Nela foi usado o clorofórmio (CHCl3) como um anestésico durante o parto de dois de seus filhos. Descubra mais no post “O clorofórmio e a rainha da Inglaterra” aqui no ClubedaQuimica. 

Enquanto, a rainha Elizabeth I a coisa é um pouco diferente.

Quem era a rainha Elizabeth I 

Então, o reinado de Elizabeth I da Inglaterra, que começou em 1558 e terminou com sua morte em 1603. Nós conhecemos esse reinado como a era Tudor.  Bom, o seu papel político na história está fora de questão. Porque, a história nomeia também esse reinado em termos de moda. Assim, a rainha Elizabeth I tinha lá seus hobbies e obsessões bastante exóticos.

Por outro lado, a rainha Elizabeth I era muito petulante e seu guarda-roupa era extravagante em uma extensão inimaginável. Dessa forma, era comum vê-la aparecer nos corredores do palácio com babados no pescoço, mangas volumosas e espartilhos rígidos. Enquanto ela adornava seu corpo com pulseiras, ela usava joias em seu cabelo ou usava anéis intermináveis em seus dedos.

Nesse sentido, a rainha Elizabeth I ditava a moda da época, por exemplo, a linha frontal da implantação do cabelo era raspada, mostrando uma testa larga e clara, e as sobrancelhas totalmente depiladas. 

Por outro lado, na era Elizabeth I, considerava-se a pele branca como uma marca registrada da classe alta. Dessa forma, as pessoas sempre admiraram o jeito de se vestir de Elizabeth, seu glamour e sua pele branca e perfeita.

Mas, após a pandemia de varíola, as cicatrizes da rainha Elizabeth I se tornaram permanentes e ela ficou arrasada ao saber que sua beleza havia desaparecido por causa de cicatrizes e hematomas. Ela acreditava que seu poder de governar a Inglaterra vinha principalmente de sua beleza e foi esmagador para ela que sua pele impecável fosse danificada. Então, ela começou a usar maquiagem pesada para esconder essas marcas.

Os produtos de beleza macabros da rainha

Então, para clarear suas sardas e manchas, Elizabeth I usava misturas à base de enxofre, terebintina e mercúrio. Por outro lado, ela usava um composto de carbonato de chumbo (PbCO3), tratado com vinagre, e misturado com clara de ovo, para promover a aderência cutânea da mistura. Essa mistura era conhecida na época como chumbo branco – do árabe al-bayad, brancura – ou chumbo branco de Veneza. 

Na verdade, o uso do chumbo não era novidade, os alquimistas o usavam desde tempos imemoriais e, por estarem sob a proteção de Saturno – por isso também era conhecido como pó de Saturno.

Com essa maquiagem, que às vezes trazia vestígios de arsênico, a rainha virgem aspirava a apagar as consequências que a varíola lhe havia deixado em forma de cicatrizes indeléveis.

Para colorir os lábios e as bochechas, ela usou o carmim, obtido do suco de alguns vegetais – papoulas – e da cera de abelha. O tom vermelhão obtido com esses compostos costumava beirar o grotesco.

Uma das novidades cosméticas do momento foi o uso do carmim dos cactos cochonilhas, um produto que a rainha não resistiu em usar. Esse animal veio do outro lado do Atlântico e, portanto, tinha um alto custo monetário.

Elizabeth I da Inglaterra também usava pó de galena esmagado -kohol- para proteger os olhos, um remédio que a própria Cleópatra já havia usado séculos atrás.

Devido ao gosto real por sobremesas, a existência de cáries ocorria desde muito jovem, o que deixava os dentes com um tom enegrecido. Para neutralizar a cor negra, a rainha da Inglaterra aplicava uma pasta de chumbo diariamente.

Quais os efeitos tóxicos do produtos cosméticos da rainha

Evidentemente, todas essas substâncias aceleravam o envelhecimento da pele, precipitando o aparecimento de uma epiderme acinzentada e enrugada, sinal inequívoco de envenenamento por chumbo.

Assim, a maquiagem de chumbo (Pb) ficou conhecida como era mortal e muitas mulheres costumavam aplicá-la como era comum naquela época. Embora essa maquiagem tornava a pele impecável e suave, descobriu-se que era venenosa e que ela causava queda de cabelo e desbotamento da pele.

Fonte

ABC ciência

History of Yesterday

 

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