IUPAC muda o peso molecular de cinco elementos

mapa mental da tabela periódica

IUPAC muda o peso molecular de cinco elementos é um post que trata da alteração do peso de elemento, além de mostra quais são os seus efeitos. Então, antes de falar quais elementos mudaram os seus pesos atômicos devemos falar para você como é medido o peso atômico. Dessa forma, mede-se o peso atômico em unidade de massa atômica. Ou seja, é o peso médio que existe entre a proporção de elementos que podem ser encontrados na Terra.

Em princípio, nós somamos a massa de todos os isótopos de um elemento químico e dividimos as quantidades de isótopos. Dessa forma, o conceito de peso atômico equivale a outro: massa atômica relativa.

História de escolha do peso atômico

Então, comissões internacionais e comitês nacionais começaram a recomendar os melhores valores para pesos atômicos (média relativa massas atômicas) desde 1882. 

A partir de 1903, uma Comissão Internacional publicava valores de pesos atômicos baseado, sobretudo, no peso atômico do oxigênio 16 (16O) para oxigênio. Por conseguinte, em 1961, os químicos e físicos estabeleceram uma nova escala baseada no isótopo carbono  12 (12C).

Bom, um isótopo é uma das duas ou mais espécies de átomos do mesmo elemento químico que possuem diferentes números de massa atômica (prótons + nêutrons ).

Então, as amostras de elementos encontrados na natureza contêm misturas de isótopos de diferentes pesos atômicos. Assim, A União Internacional de Química Pura e Aplicada (IUPAC) começou a publicar pesos atômicos com incertezas a partir de 1951.

Além disso, a IUPAC publica relatórios (principalmente a cada dois anos) listando os pesos atômicos recomendados. Além disso, desde 1979, os valores são chamados de “pesos atômicos padrão”. 

O que acontece quando os pesos atômicos mudam?

A princípio, quando nós falamos de mudança de pesos atômicos pensamos o que muda então? Em primeiro lugar, devemos que pesar que um peso atômico tem uma relação direta com a quantidade de átomos. Como assim? 

Então, no post “Como ocorreu a definição da unidade mol” vimos que a quantidade de átomos, moléculas e íons está diretamente ligada a massa. Assim, uma mudança no valor de peso atômico muda a quantidade relativa do átomo. Por exemplo, quando falamos que um mol de oxigênio (O) 16 g/mol, sabemos que a cada 16 g de oxigênio (O) temos um mol. Ou seja, o número de Avogadro (6,02×1023) de átomos. 

Por outro lado, se agora ao invés de 16 g/mol fosse 16,5 g/mol. Então, para ter o número de Avogadro de átomos de oxigênio precisaríamos de 16,5 g de oxigênio (O).

A mudança em cadeia da alteração dos pesos atômicos

A princípio, teríamos um efeito em cadeia nos outros conceitos? Então, a resposta é não. Porque, nossa unidade é o mol e ela permanece a mesma. Ou seja, quando trabalhamos com a concentração a unidade é mol/L, quando vamos calcular o pH é a mesma coisa. Portanto, podemos continuar com a mesma linha de raciocínio.

Assim, quando você for visitar nossos posts sem problemas conceituais. Ou seja, aproveitamos a oportunidade para te convidar a descobrir mais sobre o ClubedaQuimica. Por exemplo, acesse os posts do ClubedaQuimica. Por exemplo:

Os novos valores de pesos atômicos

Assim, a  União Internacional de Química Pura e Aplicada (IUPAC) mudou os valores dos pesos atômicos padrão de cinco elementos com base em determinações recentes de abundâncias isotópicas terrestres. Então, são eles:

Argônio (Ar):

de 39,948 ± 0,001

para

[39,792, 39,963]

 Háfnio (Hf):

de 178,49 ± 0,02

para

178,486 ± 0,006

Irídio (Ir):

de 192,217 ± 0,003

para

192,217 ± 0,002

 Chumbo (Pb):

de 207,2 ± 0,1

para

[206,14, 207,94]

 Itérbio (Yb):

de 173,054 ± 0,005

para

173,045 ± 0,010

 

Então, gostou? Bom, comente e visite nossas redes sociais:

Instagram

Facebook

Twitter  e

Linkedin

Fonte

Atomic weight – The name, its history, definition and units

Britannica

Conceitos

History of the recommended atomic weight values from 1882 to 1927: A comparision of differences from current values to the estimated uncertainties of earlier values. Pure & Appl. Chern., Vol. 70, No. 1, pp. 237-257, 1998. 

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado.