Como nasceu o diagnóstico de raio X

aparelho de raios X

Então, hoje quando você escuta a palavra raio X logo pensa nos dentes, no peitos e nos ossos. Mas, os raios X, corrigindo o nome, tem várias aplicações. Por exemplo, no “O caso amoroso desvendado pela Química” nós colocamos como as cartas de Maria Antonieta, esposa de Luis XVI, eram escrita para o seu amante. Descubra aqui no ClubedaQuimica. 

Bom, o raio X atualmente é aplicado para em diversas áreas, com muitas aplicações. Por exemplo, na medicina.

Atuação dos raios X na medicina 

No mundo a tecnologia de raios X tem muitos propósitos. As imagens de raios-x convencionais são úteis para os médicos. Eles permitem que eles verifiquem os sintomas originados dentro do corpo.

Por exemplo, uma radiografia de tórax é usada para criar imagens do interior de seu tórax. Isso ajudará o médico a testar o coração, os pulmões e a parede torácica. Eles podem diagnosticar uma tosse persistente ou falta de ar. 

O que é o raios X

Os raios X são radiações eletromagnéticas de alta frequência, produzidas a partir da colisão de feixes de elétrons com metais. Então, o olho humano não percebe essa radiação, porque ela está acima da capacidade da nossa visão. Por outro lado, os raios X ajuda a medicina a diagnosticar por meio da imagens uma série de doenças.

Como se descobriu os raios X

Em novembro de 1895, o físico alemão Wilhelm Conrad Roentgen (1845-1923) descobriu os raios X, enquanto ele realizava experimentos em seu laboratório. Então, ao utilizar um tubo de raios catódicos, Roentgen observou uma luminosidade e inesperada, ao tentar interrompê-la com a mão, viu a imagem de seus ossos exposta em uma tela.

 Wilhelm Conrad Röntgen e a 1ª radiografia da História
Wilhelm Conrad Röntgen e a 1ª radiografia da História

Então, esse físico observou que a radiação, chamada raios X, enegrecia filmes fotográficos. Bom, em dezembro de 1895, ele pediu que sua esposa, Anna Bertha Roentgen, que ela colocasse a mão entre um filme fotográfico e o tubo de onde os raios X. Depois de certo tempo, ele percebeu que a imagem dos ossos da mão da mulher estava impressa no filme fotográfico. Assim, Roentgen conseguiu a primeira radiografia feita no mundo. Em 1901, Wilhelm Conrad Roentgen ganhou o prêmio Nobel de Física por sua descoberta.

Como são produzidos os raios X?

Bom, para você gerar os raios X você tem que ter um tubo de raios catódicos, o cátodo. Então, depois que você aquece faz passar corrente elétrica pelo tubo, como descrevemos na figura abaixo, os elétrons viajam a alta velocidade. Por conseguinte, o ânodo atraem esses elétrons fortemente e, com isso, esses elétrons acabam chegando no ânodo.

Raios X sendo produzidos
Como os raios X são produzidos

Quando os elétrons dos átomos pertencentes ao ânodo recebem a energia oriunda dos elétrons em movimento, o resultado é a produção de radiações eletromagnéticas, que são denominadas de raios X.

Onde podemos aplicar os raios X

Os raios X possuem diversas aplicações, como análise de material, diagnóstico médico, qualidade farmacêutica, entre muitas outras.

Aplicações dos raios X
Aplicações dos raios X. Fonte: Nano Converge

A radiação dos raios X faz mal ou causa câncer?

Então, quando seu corpo recebe excesso de raios X, há sim maior risco de desenvolvimento câncer. Porém, quando você vai fazer o exame de raios X a quantidade de radiação é muito pequena para causar um câncer. Portanto, o risco que você tem é se você fazer centenas de radiografias para aumentar essa probabilidade.

Além disso, vale destacar que já somos expostos diariamente a fontes naturais de radiação ionizante. A exposição à radiação cósmica e aos isótopos naturais podem ser significativas, especialmente nas grandes altitudes. Em um voo transcontinental nos EUA, por exemplo, recebemos de 0,01 a 0,03 mSvs. Uma pessoa que vive em Denver ou Colorado, nos EUA recebe anualmente mais que 10 mSv. A título de comparação, numa radiografia de tórax, apenas 0,1 mSv atingi uma pessoa adulta.

Para avaliar o impacto da radiação ionizante sobre os sere humanos nós usamos o sievert (Sv). É a unidade do Sistema Internacional de Unidades da dose equivalente e dose eficaz, e que leva em conta os efeitos biológicos em tecidos vivos, produzidos pela radiação absorvida.

Fonte:

Brasil Escola

Star – State of the Art Radiology

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