A problemática do metilmercúrio

Dentre os compostos de mercúrio orgânico, o metilmercúrio (CH3Hg+.) é o mais tóxico que as formas metálicas, sendo responsável por danos importantes à saúde humana. Ele entra geralmente na cadeia alimentar humana pela ingestão de peixes ou pode ser absorvido pela pele. O metilmercúrio é cerca de 100 vezes mais tóxico que Hg0 ou Hg2+. Esse composto de mercúrio causa decréscimo das funções visuais e motora das pessoas contaminadas.

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Os efeitos maléficos começam a aparecer quando os níveis de metilmercúrio no cabelo chegam a 50 ppm. A insônia é um dos indicativos de contaminação crônica por metilmercúrio sendo reconhecida há vários anos. Consequentemente as pessoas contaminadas apresentam irritabilidade, dificuldade na concentração, perda de memória, apatia e baixa estima acentuada. Além disso, os contaminados por metilmercúrio têm disfunções imunológicas, que geram deficiências imunoregulatorias, desencadeiam doenças metil_mercurioimunológicas ou promovem infecção crônica, progredindo até o câncer. No ambiente, as atividades microbianas metilam o mercúrio, produzindo metilmercúrio. Por ser solúvel, o metilmercúrio se concentra facilmente na cadeia alimentar marinha, principalmente em peixes. Muito embora, os microrganismos do ambiente também produzem o composto volátil dimetilmercúrio (CH3-Hg-CH3). Tanto o metilmercúrio, como o dimetilmercúrio, tendem a se acumular nos tecidos animais, especialmente nos músculos. Ambos são considerados toxinas ambientais que se tornaram um problema do ecossistema aquático mundial.